Empreendedorismo

Trabalho autônomo: confira o guia completo 2020

Atualizado em 14 jul 2020

O trabalho por conta própria tem aumentado cada vez mais no Brasil. Em agosto de 2019, o número de trabalhadores por conta própria chegou a 24 milhões, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) – o recorde da série histórica, iniciada em 2012.

São tantas transformações que o mercado tem espaço para todo mundo, mas é preciso se atentar se essa efetivamente é a melhor escolha para o seu negócio, afinal quem trabalha como autônomo não precisa ter qualificação ou certificado e  isso pode fazer com que os clientes não sintam segurança para contratar os serviços.

O que é o trabalho autônomo?

Trabalho autônomo é toda atividade exercida por profissionais de forma liberal, prestando serviços para empresas ou pessoas por um tempo específico, sem vínculo empregatício. Eles são favorecidos por questões tributárias e pela facilidade de conseguir trabalhos no mercado digital.

O profissional autônomo é caracterizado por não possuir vínculo empregatício com nenhuma empresa. Dessa forma, ele possui total autonomia financeira e profissional, não assumindo o papel de um funcionário efetivo. Pode exercer, inclusive, atividades em casa.

Ainda que se considere que a prestação de serviços de profissionais autônomos seja eventual, ela pode tornar-se habitual conforme a maneira como ele exerce sua atividade.

Os fundamentos relacionados ao profissional autônomo, conforme Antônio Palermo, são:

  • 1.Liberdade de organização e execução do próprio trabalho, podendo contar com a ajuda de auxiliares e mesmo substitutos;
  • 2. Liberdade de disposição do resultado do próprio trabalho, ou seja, ele não aliena a sua atividade, mas pode alienar o resultado dela dependendo do que foi combinado entre as partes;

Isso é diferente do que acontece com o profissional subordinado, que aliena a força de trabalho, sem assumir os riscos, mas se pondo sob o poder da direção empresarial, principalmente no que se refere à disciplina.

Autonomia do prestador da obra no duplo sentido, ou seja, seu trabalho é resultado da manifestação de uma determinada habilidade.

Além disso, ele assume e sofre os riscos daquilo que faz.

Para todos os efeitos, o profissional autônomo não está comprometido com um dever de obediência, não recebendo ordens da pessoa que se beneficia com seu trabalho (ela somente orienta como esse trabalho deve ser feito).

PJ ou Autônomo: cultivando o relacionamento com clientes

Para você que é PJ ou autônomo, essas habilidades precisam ser construídas em si mesmo para que o relacionamento com clientes, parceiros e equipe (caso tenha – mesmo que em pequena quantidade) seja eficaz e assertivo como um diferencial de negócio.

1. Vontade de ajudar

O instinto de resolver problemas e causar impactos positivos é uma característica/habilidade que proporciona diversos benefícios. A prontidão e a disposição estão, literalmente, ligadas à essa competência, além de favorecer a empresa oferecendo um apoio completo, essa soft skill faz com que o cliente se sinta atendido e valorizado. 

2. Empatia

Treinar a empatia por meio da repetição de frases que fazem com que a pessoa com quem você estiver falando se sinta compreendida, como: “eu entendo que isso pode ser frustrante” ou “existe algo que eu possa fazer para te ajudar?” são passos essenciais para essa soft skill.   

Apesar disso, essas estruturas só conseguem cumprir seus propósitos quando são usadas de forma bastante natural e espontânea, ou seja, de maneira que não fiquem engessadas no discurso, que o atendimento precisa ser empático por obrigação. Mas, mesmo assim, a empatia é muito mais do que frases de efeito: é o desejo de realmente entender de onde vem a dor do cliente e o que eles precisam. Aprender sobre o nicho dele e estudar um pouco sobre seus desafios é uma boa forma de se conectar, de fato, a ele e, então, ajudá-lo quando precisar.

3. Comunicação 

Escutar atenciosamente, explicar com clareza algum tópico e tratar as pessoas com cuidado são fundamentais para que uma empresa se mantenha em pé. Saber articular bem uma conversa, ter boa dicção e um bom tom de voz são características dessa habilidade. 

É necessário prestar um bom suporte com um tom de voz adequado, com uma gramática correta, sempre com clareza e coerência no discurso.

4. Inteligência emocional

Na empatia, se tem sensibilidade com as emoções do outro; na inteligência emocional, se tem conhecimento sobre os seus próprios sentimentos. Ler os sinais que o cliente está dando e compreender que, às vezes, o problema pode ser mais profundo é uma habilidade que está bastante em alta quando se fala de soft skills. Além disso, com ela, é possível que todas as outras competências socioemocionais consigam atingir sua capacidade total. Saber lidar e balizar a racionalidade e a emoção nas situações do dia a dia é essencial para ter bons relacionamentos. 

5. Resolução de problemas 

Os melhores solucionadores de problemas são aqueles que se antecipam ao ver que algo pode vir a acontecer e que têm autoconfiança suficiente para descobrir uma solução. Portanto, na resolução de problemas, a atitude de proatividade é muito eficaz. Não é preciso saber a resposta para tudo, mas é positivo ter vontade de resolver e, assim, chegar a uma conclusão.

6. Gerenciamento de stress

Lidar com pessoas e clientes diariamente profissionalmente, mesmo que eles sejam legais e cordiais, é estressante por natureza, afinal, mesmo sendo comunicativo e extrovertido, é normal o estresse chegar no final do dia e estar sem muita energia. A habilidade de gerenciar esse stress e não descontar nos outros é importantíssima para qualquer negócio.

7. Criatividade

A criatividade é uma arma extremamente poderosa para lidar com situações novas e imprevistos. O profissional que a detém geralmente encontra soluções com mais rapidez e eficiência, abrindo seus próprios caminhos e criando uma rotina de trabalho personalizada.

8. Gerenciamento do tempo

A administração do tempo é um fator vital para o bem-estar nos âmbitos pessoal e profissional. Diante de um cotidiano cada vez mais agitado e do acúmulo de obrigações e atividades, as pessoas frequentemente se veem sobrecarregadas e estressadas, sem saber o que fazer para dar conta de tantos compromissos.

Nesse cenário, indivíduos capazes de gerir melhor o próprio tempo e organizar os afazeres a partir de prioridades levam enorme vantagem sobre os demais, já que costumam render mais no trabalho e ainda possuem uma melhor qualidade de vida.

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Qual a diferença entre profissional autônomo, profissional liberal e MEI?

É possível que muitas pessoas sintam dúvidas sobre algumas categorias de profissionais.

Autônomo

  • Não tem vínculo empregatício (não possui carteira assinada);
  • Pode ser pessoa física ou jurídica;
  • Não é obrigatório que apresente certificações/habilitações;
  • Pode prestar serviços a pessoas físicas ou jurídicas diversas;
  • Responde por seus próprios erros;
  • Não está subordinado a uma cadeia hierárquica;
  • Possui maior flexibilidade de horários;
  • Deve pagar determinados tributos.

Profissional liberal

Quando se fala em profissionais liberais, lembramos logo dos médicos, advogados, engenheiros, arquitetos, dentistas, professores, veterinários, agrônomos e outros.

Sim, esses são os profissionais liberais, que exercem atividades em negócio próprio ou de terceiros. Ao contrário do autônomo, o profissional liberal pode ter vínculos empregatícios com uma ou mais de uma empresa, ou seja, pode ter carteira assinada e usufruir os benefícios que ela proporciona, mas deve se responsabilizar por seus próprios erros.

Eles são representados através de conselhos e/ou sindicatos (OAB, CRM, CAU, CREA e assim por diante).

Os profissionais liberais devem pagar tributos para que exerçam legalmente suas atividades. Esses impostos são taxados, em sua maior parte, sobre os serviços que prestam. Nesse ponto, eles são parecidos com os autônomos, pagando IRPF/IRPJ, ISS, PIS, INSS.

Caso eles tenham registro nos conselhos/sindicatos, também devem pagar taxas relacionadas à manutenção das entidades.

MEI

O microempreendedor só pode ser uma pessoa jurídica, isto é, uma empresa.

  • Deve ter um máximo de nove funcionários (comércio e serviços) ou de 19 funcionários (indústria e construção civil);
  • A renda do microempreendedor deve se limitar a R$ 240.000,00 anuais;
  • Quanto à tributação, ele deve pagar IRPJ, ICMS, COFINS, PIS, CSLL, IPI, etc;
  • São impostos relacionados às suas atividades, à declaração de sua renda e aos compromissos com a previdência (sua e dos funcionários);
  • Ele pode pagar boa parte desses tributos de forma simplificada optando pelo Simples Nacional.

Quer saber qual a melhor opção para você neste momento? Veja mais dicas aqui.

Espécies de trabalhadores autônomos

Há duas espécies de trabalhadores autônomos:

  • Prestadores de serviços de profissões não regulamentadas, por exemplo: encanador, digitador, pintor, faxineiro, pedreiro, jornalista e outros assemelhados;
  • Prestadores de serviços de profissões regulamentadas, por exemplo: advogado, médico, contabilista, engenheiro, nutricionista, psicólogo e outros registrados nos seus respectivos conselhos regionais de fiscalização profissional.

Tipos de trabalho autônomo

Existem alguns trabalhos mais conhecidos no mercado que atuam como autônomos, por exemplo:

  • Professor particular
  • Babá
  • Vendedor de doces
  • Cuidador de pets
  • Nômade Digital
  • Manutenção de computadores
  • Consultor
  • Organizador de festa
  • Eletricista
  • Faxina

Vantagens e desvantagens de ser um profissional autônomo

Separamos algumas vantagens e desvantagens de escolher essa forma de atuação na prestação de serviços, veja:

Vantagens de ser autônomo

Uma das vantagens é a possibilidade de definir seu próprio horário de atividades. Não precisa seguir um modelo fixo definido por uma empresa ou patrão, com horário fixo para entrada e saída. Sendo assim, é possível conciliar melhor as atividades profissionais com outras necessárias no dia a dia.

Outro ponto a favor é não tem que prestar obediência a uma figura superior, seguir uma hierarquia necessária em empresas (como forma de garantir melhor organização e controle sobre as coisas). Afinal, a ideia de subordinação, hierarquia, patrão, receber ordens não é bem aceita por muitas pessoas.

Entretanto, é preciso lembrar que o profissional autônomo não poderá ser alguém indisciplinado e irresponsável, pois assim jamais conseguirá trabalho.

Há maior flexibilidade sim quanto a horários, nível de disciplina e outras coisas, mas sempre será necessário manter controle e procurar organizar-se o melhor possível.

Em geral, os autônomos não precisam apresentar algum certificado sobre suas habilidades, mas isso não quer dizer que não precisam estar preparados para suas atividades.

É bom lembrar que, sendo um prestador de serviços, o profissional autônomo talvez precise preencher certos requisitos para fazer serviços em uma determinada empresa.

Outra vantagem é a carga tributária menos pesada.

Desvantagens de ser autônomo

O fato de não assumir vínculo empregatício, por outro lado, não permite certos privilégios trabalhistas, como carteira assinada e os benefícios que ela permite: 13º salário, férias, FGTS, folga semanal remunerada, horas extras e assim por diante.

Sendo autônomo, é preciso pagar o INSS para garantir a aposentadoria. Aqui entra uma vantagem: o valor a pagar é menor, correspondendo a 11% do salário mínimo.

Muitos benefícios que um empregado pode usufruir dentro de uma empresa (seja pública ou privada) não são concedidos ao autônomo, como vale-transporte, plano de saúde, vale-refeição, diária, gratificações, estabilidade (cargos públicos) e outros. Existe a diferença entre ser CLT e PJ, você pode analisar qual é mais vantajoso para suas atividades.

O autônomo, em geral, não possui uma renda definida, o que pode prejudicar o controle do orçamento e a programação para o futuro.

O fato de ele responder por seus próprios erros poderá ser ou não vantajoso, dependendo da ocasião, é preciso ficar alerta em todos esses tópicos.

Pagamentos de tributos

Apesar de ser evitada por muitas pessoas, é muito importante. O autônomo paga tributos também, mas a maior parte deles está ligada à renda que ganha e à previdência.

No caso de declarar seu Imposto de Renda como Pessoa Física (IRPF), será usada uma base de cálculo de 15%, caso sua renda esteja entre R$ 1.372,00 e R$ 2.743,00; se a renda for maior, então a base de cálculo aumenta para 27,5%.

Ele também deve contribuir com o INSS e pagar o Imposto Sobre Serviços (ISS).

No caso de o autônomo se registrar como pessoa jurídica, ele deve contribuir com 13% de sua renda (Imposto de Renda) e outros impostos, como COFINS, PIS e CSLL.

Como pessoa jurídica é possível pagar menos impostos e ter mais credibilidade diante de seus clientes, quer saber como? Clique aqui.

Como começar um trabalho autônomo?

O início é desafiador, as rotinas podem ser instáveis e é preciso se organizar fazendo uma boa gestão de si para que tenha sucesso.

1. Comece trabalhando sua marca pessoal

Explique online ou através dos contatos que tem o que você faz, como funciona e a sua entrega. Você mesmo precisa fazer o seu marketing.

2. Crie um plano de ação

Crie um objetivo e metas para conquistar. Faça um plano que seja realizável e acessível, pense em:

  •   Quanto devo cobrar?
  •   Onde eu melhor encontro meus clientes?
  •   Quão difícil é fechar um negócio?
  •   Devo modelar meus campos ou criar novos a cada vez?

3. Pesquise e esteja de olho nas tendências

Veja nas redes sociais ou sites profissionais que fazem o mesmo serviço que você e como estão se comunicando com seus clientes.

4. Crie sua reputação

Busque sempre entender as demandas solicitadas e entregar tudo ou até mais do que estava combinado, para que você crie um elo e o cliente te indique para mais pessoas.

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Ser autônomo ou abrir uma empresa?

Ser prestador de serviços de forma autônoma ou abrir uma empresa se tornando pessoa jurídica vai depender muito da atividade que você exerce e do seu rendimento mensal.

1. Inscrição Municipal e ISS

Para regularizar a sua situação, o empreendedor autônomo precisa realizar uma inscrição na Prefeitura e recolher o Imposto Sobre Serviços (ISS).

Em alguns municípios, os autônomos que exercem atividades como médicos, veterinários, cabeleireiros e outros têm direito à isenção do ISS, de acordo com as regras estabelecidas pela prefeitura referentes à sua ocupação.

2. Recolhimento do Imposto de Renda

Os prestadores de serviços autônomos devem recolher mensalmente o Imposto de Renda. O valor do IR segue a tabela progressiva de acordo com a renda, variando de 15% a 27,5%.

A empresa que contrata os serviços de um profissional autônomo é responsável por recolher o IR e fornecer um informe de rendimentos no início do ano possibilitando o preenchimento da Declaração de Ajuste Anual por parte do trabalhador.

Essa é com certeza uma desvantagem, já que a empresa contratante tem que pagar 20% de INSS sobre o rendimento pago ao profissional – o que pode fazer com que as empresas prefiram contratar alguém com CNPJ.

No entanto, quando o autônomo fornece seus serviços a pessoas físicas, é dele a responsabilidade de recolher o Imposto de Renda. O recolhimento é feito por meio do lançamento mensal dos ganhos no programa Carnê-Leão.

O valor é referente aos rendimentos obtidos como PF depois de descontada a contribuição para o INSS e as deduções cabíveis. A Receita Federal calcula o IR e emite a guia para o recolhimento (DARF) que pode ser pago em qualquer instituição bancária.

3. Contribuição para o INSS

Os profissionais que trabalham como PF têm o direito de se inscrever na Previdência Social e contribuir para o INSS para garantir benefícios como aposentadoria, auxílio-doença, salário-maternidade e etc.

O valor da contribuição deve ser de 11% sobre o salário mínimo e de 20% quando se tratar de uma quantia maior. O carnê para o recolhimento do imposto pode ser obtido no site da Receita Federal.

4. Livro-caixa

Uma vantagem de atuar como autônomo é o fato de que é possível deduzir dos ganhos os gastos com despesas relativas à ocupação profissional – como as contas de aluguel, energia elétrica, telefone, água e outras. Além disso, quem trabalha em casa pode deduzir um quinto das suas despesas residenciais no imposto de renda.

Mantendo os comprovantes, esses custos podem ser deduzidos no livro-caixa mensalmente e lançados do Carnê-Leão (para quem presta serviços para PF) ou na hora de preencher a Declaração de Ajuste Anual (para quem recebe apenas de PJ).

Pessoa jurídica

Normalmente, se o rendimento mensal do profissional for maior do que R$ 5 mil é mais vantajoso atuar como pessoa jurídica.

O recolhimento de impostos funciona de modo diferente para quem abre um negócio, tem CNPJ e emite notas fiscais. A tributação nesse caso é menor e varia de 8% a 15%.

Se a sua atividade for compatível com o Microempreendedor Individual (MEI) e o faturamento for de até R$ 60 mil por ano, essa pode ser uma ótima opção para ter um CNPJ.

O MEI é isento de tributos federais e paga um valor fixo mensal de acordo com a ocupação. Além disso, ele tem acesso aos benefícios do INSS. Se você quer saber mais sobre como abrir um MEI, leia aqui.

Contudo, além do limite de faturamento anual, não é qualquer atividade que se enquadra como MEI. Por isso, para escolher a forma correta de formalização é preciso, além de considerar a atividade e o faturamento, também verificar de que modo o negócio está regularizado e qual é o aspecto societário referente ao exercício profissional em questão.

Quer saber como entender sobre o enquadramento e abrir sua empresa de forma regular e evitar eventuais problemas com o governo? Entre em contato com nossa equipe de especialistas.

No momento em que vivemos, passar credibilidade e segurança são pontos-chaves para que empresas e pessoas contratem os seus serviços. 

Novas oportunidades e negócios para autônomos

Um levantamento da Global Entrepreneurship Monitor (GEM) mostra que, em 2019, o país atingiu o número de 52 milhões de brasileiros que possuem negócio próprio.

Deste total, 9,031 milhões são microempreendedores individuais (MEIs), segundo pesquisa do Sebrae.

De acordo com o estudo, em 2019, o número de MEIs no Brasil aumentou 16,7% em relação a 2018. Com isso, as micro e pequenas empresas espalhadas pelo país já representam 27% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

O crescimento do número de MEIs no país apontado pelo Sebrae mostra que, entre as dez atividades mais registradas no Brasil em 2019, as primeiras estão relacionadas à aparência.

O comércio de artigo de vestuário e acessórios encabeça a lista, com 186.203 aberturas em 2019, seguido pelo trabalho de cabeleireiro, manicure e pedicure, que ganhou 142.006 MEIs no último ano.

Entre as demais atividades estão a promoção de vendas, com 124.806 registros; obras de alvenaria, com 104.341 novos negócios, e o comércio de cosméticos, produtos de higiene e perfumaria, responsável por outras 98.810 aberturas.

Desafios enfrentados

A Endeavor Brasil (uma organização global sem fins lucrativos presente no Brasil há 20 anos) listou os cinco maiores desafios enfrentados pelos empreendedores brasileiros. A gestão de pessoas e a gestão financeira foram apontadas como as grandes barreiras a serem vencidas pelos administradores dos próprios negócios.

A burocracia no processo de abertura das empresas e o valor dos impostos também foram lembrados como desafios, seguidos pela dificuldade em inovar e também de investir em marketing e vendas.

Empresas pelo Brasil

São Paulo é a maior cidade do país e também a melhor para se empreender, segundo análise do Sebrae e da Endeavor Brasil que considerou 55 indicadores de sete grupos: ambiente regulatório, acesso a capital, mercado, inovação, infraestrutura, capital humano e cultura empreendedora. 

Depois da capital paulista, Florianópolis, em Santa Catarina, e Vitória, no Espírito Santo, foram as melhores colocadas na lista.

Burocracia Brasileira

Se já é possível ver um fim para a crise, ainda está muito distante de dizer o mesmo para a burocracia. O país é considerado um dos mais burocráticos. Apenas para abrir um negócio dura mais de 100 dias, enquanto em países mais desenvolvidos a média não passa de 5 dias.

De acordo com relatório do Banco Mundial (uma instituição financeira internacional que efetua empréstimos a países em desenvolvimento), que considerou 190 países, o Brasil está na 125ª posição. Isso é reflexo de um elevado número de licenças e procedimentos que precisam ser obedecidos, bem como de custos com alvarás e liberações específicas.

Características do brasileiro

Uma das principais características do brasileiro é a criatividade e ela deve ser usada na hora de iniciar um negócio. Sem criatividade, mesmo que haja abundância de recursos, será muito difícil dar início a um projeto, e mais complexo ainda fazê-lo sobreviver em longo prazo.

Mas criatividade não basta, é preciso ter ousadia para tirar os sonhos do papel e começar a gerar resultados na prática: a isso dá-se o nome de inovação. É indispensável que o empreendedor brasileiro seja cada vez mais inovador, capaz de colocar a “mão na massa”.

A realidade é que adversidades sempre vão existir, mesmo nos países mais desenvolvidos. Por isso, o foco não deve estar na crise ou na burocracia, mas em como esses obstáculos serão contornados para criar negócios prósperos, inovadores e longevos.

Período de crise

De acordo com Joseph Schumpeter (um economista e cientista político austríaco, considerado um dos mais importantes economistas da primeira metade do século XX, e foi um dos primeiros a considerar as inovações tecnológicas como motor do desenvolvimento capitalista), toda nação passa por um ciclo econômico composto por 4 principais etapas: boom, recessão, depressão e recuperação. Nos últimos anos, o Brasil passou por um dos mais longos períodos de depressão, mas hoje dá sinais de recuperação.

O período de crise foi significante para crivar os negócios que realmente têm propostas de valor aos clientes, bem como para despertar a criatividade dos empreendedores. Atualmente, é possível ver estabelecimentos com um viés colaborativo muito mais intenso, como: o aluguel de produtos, compartilhamento de meios de transporte e até de locais para trabalho.

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Novas tendências de mercado

Muitas mudanças já são levadas a sério com tudo que vivemos nos últimos anos no nosso país. O crescimento de inovações tecnológicas é usado para melhorar o relacionamento com o cliente e para descobrir novas oportunidades de negócios para se diferenciar dos concorrentes.

Isso faz com que o profissional PJ ou autônomo tenha um leque maior para ofertar seus produtos e serviços pelo meio online e criar novos modelos de negócios de forma mais simplificada.

1. Trabalho remoto

Um estudo do coordenador do MBA em Marketing e Inteligência de Negócios Digitais da Fundação Getulio Vargas (FGV), André Miceli, mostra que o “home office”, o popular trabalho em casa, terá ainda um aumento de 30% após o período de distanciamento social.

Para enfrentar esse novo cenário que se desenha rapidamente, líderes de negócios precisam pensar, testar e compreender que a tecnologia é, cada vez mais, um ativo humano, aponta o professor.

“O ‘home office’ já se mostrou efetivo. Aliado a isso, você tira carros da rua, você desafoga o transporte público, você mobiliza a economia de outra forma. E você faz com que as pessoas tenham mais tempo para cuidar da saúde delas e que elas possam usufruir de coisas que lhes dão prazer. Sem que você tenha uma redução das entregas e do faturamento”, ressalta o professor da FGV.

Portanto, a comunicação, de acordo com ele, deve ser centralizada em canais específicos para que instruções claras sobre procedimentos continuem na rotina dos clientes, consumidores e colaboradores.

“A adoção de metodologias ágeis também permite uma resposta mais rápida aos novos desafios do dia a dia. O processo de análise, reorganização e tomada de decisão precisa acompanhar o ritmo das mudanças”, afirma Miceli.

2. Autogestão: interação e colaboração individual

A autogestão é uma cultura organizacional que se aplica a todos os tipos de negócios. Ela busca uma tomada de decisão distribuída para que haja melhor clareza nas responsabilidades e ao mesmo tempo fluidez na liderança.

No âmbito empresarial, PJ e autônomo, consiste em ter pessoas como mentores e parceiros que auxiliam neste processo, no qual suas opiniões ajudam na escolha do melhor caminho a ser seguido com o negócio. Cria-se assim, empresas mais humanas e que são guiadas por um propósito maior em ajudar as pessoas do outro lado, ou seja, seus clientes de forma integral sem deixar de lado a qualidade e a excelência das entregas.

9 tendências de segmentos de negócios

Segundo especialistas, com todas as transformações, alguns setores ganham ainda mais visibilidade e há um aumento de possibilidades para reestruturar as atividades e trazer novidades para os clientes conforme o mercado de atuação da sua empresa.

Veja aqui como desenvolver suas habilidades comportamentais e técnicas para lidar com o seu negócio e com as pessoas usando as ferramentas que estão à sua disposição, clicando aqui.

Vamos listar as novas tendências para você readaptá-las ao novo cenário.

1. E-commerce

É cada vez maior o número de pessoas que faz compras online e grande parte disso se deve ao fato de que a oferta aumentou consideravelmente. Por isso, crie uma loja virtual para atingir cada vez mais o seu público.

2. Consultoria

Seja auxiliando empresas em diversos aspectos a alcançarem os seus objetivos, se posicionar no mercado como consultor é uma opção viável para aqueles que dominam determinadas áreas. Consultoria empresarial e coaching são uma tendência em tempos em que a busca por especialistas não para de crescer.

3. Beleza e estética

Cosméticos naturais e perfumes personalizados estão entre as tendências percebidas nesse setor entre 2020 e 2022. Os consumidores têm buscado um grau maior de personalização e esse aumento de demanda tem tornado acessível e viável ofertar uma gama maior de produtos com características variadas e mais propensos a agradar um maior número de pessoas.

4. Alimentação saudável

Já faz alguns anos que a busca por alimentação saudável vem aquecendo esse mercado e dessa vez não será diferente. É cada vez maior o número de pessoas que se declara vegetariana ou vegana e esse público ainda carece de opções de alimentação. Alimentos feitos à base de plantas, os mais variados possíveis, estão em alta e há muitas oportunidades a serem exploradas nesse mercado.

5. Marketing digital

Uma das maneiras mais eficientes das empresas se comunicarem com os consumidores é via internet. Redes sociais, mensageiros, influenciadores e youtuber são a principal tendência quando se trata de marketing de baixo custo e com eficiência. Se você tem conhecimento nessa área, então saiba que há muitas oportunidades no mercado para colocar empresas em evidência. Faça a diferença para elas.

6. Brechós

A sustentabilidade vai crescer cada vez mais. Tudo aquilo que puder ser feito para reduzir desperdícios e minimizar os impactos no meio ambiente é bem-vindo. Nesse contexto, tem crescido a demanda por brechós, locais que oferecem roupas e joias seminovas com preços mais acessíveis.

7. Coworking

O trabalho remoto é uma forte tendência em empresas de diversos segmentos. Dessa forma, apostar em coworkings especialmente nas grandes cidades é uma alternativa que pode render ótimos frutos.

8. Clubes de assinatura

Você tem algum produto de compra recorrente ou consegue agrupar novidades de um segmento que possam ser enviadas todos os meses para a residência do consumidor?

Os clubes de assinatura cresceram nos últimos dois anos e espera-se um salto ainda maior para os próximos. As alternativas vão desde alimentação até livros, revistas, cervejas artesanais e produtos de higiene pessoal.

O grande diferencial aqui é a curadoria, ou seja, a capacidade de escolher o que mais interessa ao público-alvo.

9. Franquias

Entra ano e sai ano e as franquias continuam sendo ótimas alternativas para vários tipos de mercado. Além de fornecerem um projeto estruturado – item que sempre suscita muitas dúvidas em quem está começando –, elas têm valor de investimento acessível e muitas vezes já têm uma clientela consolidada.

Fatores importantes para a sobrevivência dos negócios

1. Gestão financeira

Com todas as mudanças vividas, os negócios – independente do tamanho da empresa – precisa se manter atento às rotinas financeiras e contábeis. Esse é um instrumento elementar para as empresas e é preciso levar em consideração algumas estratégias para ter sucesso neste processo.

2. Automatize processos contábeis

Primeiro de tudo, entenda que a automatização de rotinas contábeis ajuda na redução de erros, na praticidade e permite uma contabilidade mais transparente com o menor investimento em recursos.

Você precisa emitir notas fiscais, estar integrado com a prefeitura, fazer um bom atendimento, ter conciliação bancária e muitos outros passos que são importantes para profissionais PJ e autônomos de forma eficiente e prática. Se quiser saber como seguir com uma contabilidade online com preços acessíveis, veja mais aqui.

3. Recursos do negócio

Calcule inicialmente, quais são os custos (fixos e variáveis) para saber exatamente quanto é necessário para seguir em frente. Mesmo que o crescimento tenha sido menor nos últimos meses, é importante que você tenha um norteamento para se manter nivelado.

4. Corte gastos

Faça o monitoramento de despesas e busque encontrar processos que têm  gerado prejuízos para que sejam eliminados e que você consiga focar em outras alternativas para obter mais renda em curto prazo.

5. Aumento de faturamento

Que tal avaliar onde você pode fazer promoção para liberar o que está em estoque, ou oferecer vantagens nas formas de pagamento, ou usar o marketing digital para divulgar e fazer parcerias para que tenha ainda mais visibilidade com o seu negócio.

6. Renegocie dívidas

Avaliar as possibilidades de renegociar prazos e valores é ter uma gestão financeira com fôlego no fluxo de caixa. Busque formas de arcar com os custos e reter renda internamente para eventuais emergências.

7. Fluxo de caixa

Faça uma previsão completa sobre as entradas e saídas da sua empresa, tudo para que não ocorra desequilíbrio nas finanças e você consiga proteger o seu negócio de qualquer mudança brusca na economia.

8. Assessoria contábil

Se você não faz ideia de como organizar o que falamos até aqui para ter uma boa gestão financeira no seu negócio, por menor que ele seja, está mais do que na hora de contar com a ajuda de um contador.

Esse profissional tem habilidades para auxiliar na reorganização da sua empresa, olhar de forma estratégica para entender quais os melhores passos a serem dados nesse momento e também assumir os processos burocráticos financeiros e contábeis do negócio.

É preciso lembrar que o Brasil possui um dos sistemas tributários e fiscais mais complexos do mundo e que sofre alterações constantemente. Diante disso, você como empreendedor, dificilmente terá tempo para acompanhar essas mudanças. Já o contador saberá como lidar com cada questão, inclusive com a emissão de nota fiscal eletrônica.

Arcar com impostos e tributos estando em dia com o governo, por exemplo, é uma necessidade obrigatória para não ter problemas com o Fisco e ter um balanço patrimonial de forma organizada. Essas são apenas algumas funções do contador para que sua empresa siga no caminho mais seguro, principalmente quando se é profissional PJ ou autônomo, e as finanças podem se confundir com o lado pessoal.

Empresas com contabilidade online são essenciais e uma nova solução que se adapta a todas as mudanças vividas no cenário econômico do nosso país.

9. Criar e manter relacionamentos

Networking

Vamos começar falando sobre ter uma rede de contatos profissionais para auxiliar você no seu negócio? O networking nada mais é do que investir tempo em compartilhar experiências e fazer novas conexões.

Com o aumento do digital, a possibilidade de participar de encontros e grupos online cresceu muito e faz com que profissionais PJ e autônomos possam se ajudar a superar desafios e encontrar soluções juntos.

Busque grupos no LinkedIn, Facebook, Telegram e Whatsapp, por exemplo, para encontrar profissionais da mesma área que você ou de áreas alternativas que está planejando para inovar no seu negócio.

Sempre que entrar em um grupo, faça uma breve apresentação sobre você e suas atividades e convide os participantes para acompanhar seus canais online e ajudar na disseminação de informações do seu negócio.

Relacionamento com clientes

Fidelizar o cliente é ter uma proximidade com ele, para que possa se sentir acolhido e ter boas experiências com o que você oferece no seu negócio. Use o marketing de relacionamento, que é muito eficaz para essa jornada.

O cliente se torna fã da marca e os vendedores assumem o papel de parceiros estratégicos, ajudando o consumidor a encontrar a solução perfeita para seus problemas.

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Colocando em prática

1. Verifique se receberam o que desejavam

Para fazê-lo corretamente, você precisa verificar com frequência se os clientes receberam o que foi prometido e se os seus problemas foram solucionados.

Afinal, não adianta ter a melhor relação com os clientes, se houver atrasos em entregas, especificações incorretas e problemas com o uso de produtos e serviços.

2. Mantenha o cliente

Segundo o estrategista de clientes Esteban Kolsky, a aquisição de clientes custa entre 6 e 7 vezes mais do que a retenção, conforme publicado pelo Huffpost.

Então, é melhor investir em conversas significativas e contatos frequentes com seus clientes, para mantê-los fiéis à sua marca.

Para isso, você precisa criar relacionamentos autênticos, que realmente agreguem valor à vida das pessoas.

3. Seja pontual

Hoje, os consumidores querem respostas rápidas e precisas para suas dúvidas e solicitações, e não estão dispostos a esperar.

Não à toa, as redes sociais, aplicativos de mensagens e chatbots estão ganhando espaço no atendimento ao cliente, graças às respostas imediatas que oferecem.

4. Comportamento

Se antes bastava mapear o público-alvo e traçar um perfil genérico dos consumidores, hoje há uma necessidade de personalização muito maior.

Por isso, você terá que classificar seus clientes a partir das personas, que são personagens fictícias que representam o cliente ideal. Entenda a história de vida, objetivos, hobbies, hábitos e comportamentos do seu público, como se ele fosse seu amigo, ou melhor ainda, um membro da família.

5. Empatia

Essa competência é fundamental para se relacionar com os clientes, e deve ser prioridade no recrutamento e seleção de todos os profissionais que lidam – direta e indiretamente – com o público.

Você pode ter o relatório mais completo sobre a vida e os hábitos de cada cliente, mas nada substitui a habilidade de compreender suas necessidades instantaneamente.

É uma habilidade difícil de ensinar e que exige uma inteligência emocional desenvolvida – daí a importância de escolher muito bem quem vai lidar com os clientes. 

6. Se mostre confiável

Basta pensar que a confiança é a pedra angular de qualquer relação, que justifica a criação do vínculo e a troca entre cliente e empresa.

Nos negócios, esse fator é ainda mais importante, pois envolve transparência, ética e honestidade nas transações.

Você pode demonstrar sua credibilidade ao cliente adotando o modelo consultivo de vendas e usando o marketing de permissão para respeitar suas escolhas.

7. Atenção aos feedbacks

Muitas vezes, o formulário de pesquisa de satisfação é enviado, mas não há nenhum retorno sobre o assunto em semanas ou meses.

Para não cometer essa falha grave, você precisa de uma área responsável pela satisfação do cliente que acompanhe os feedbacks e ouça as reclamações, sugestões e dúvidas dos clientes.

8. Gestão de tempo

Sabemos que o aumento do imediatismo faz com que todos nós busquemos estar a par de tudo que acontece ao nosso redor. Isso gera uma perda de tempo irreparável ao longo das nossas horas, dias e semanas. E de tempos em tempos nos perguntamos: “Por que não consegui cumprir com minhas tarefas, se não parei de trabalhar nem um minuto?”

Afinal, todo mundo tem 24h por dia e por que alguns são mais produtivos que outros?

A gestão do tempo e a produtividade devem andar juntas, porque ser produtivo não está relacionado ao número de horas trabalhadas, mas justamente nos resultados gerados nestas horas.

Uma pesquisa conduzida pela professora da Universidade da Califórnia de Irvine, Gloria Mark, revela que cada vez que a pessoa é interrompida, ela leva cerca de 20 minutos para começar a se concentrar novamente no assunto em que estava. E isso é terrível para a questão da produtividade.

Para readaptar o seu negócio neste momento, nada melhor do que olhar para si mesmo e identificar tudo aquilo que o faz desperdiçar o seu tempo para melhorar algumas práticas.

Um fato muito importante e que muitas pessoas não prestam atenção é que há horários ao longo do dia em que você produz mais. Alguns especialistas chamam isso de horário nobre. É aquele período em que você sente que desempenha melhor suas atividades.

Ele muda de pessoa para pessoa e pode ser de manhã, à tarde, à noite e até mesmo de madrugada. Descobrir em qual horário você é mais produtivo é útil para realizar aquelas atividades que merecem mais sua atenção.

Dicas para administrar melhor seu tempo e focar nas suas atividades:

  1. Diminua as distrações;
  2. Faça planejamento e revisão semanal das suas atividades;
  3. Crie uma agenda (papel ou digital);
  4. Anote as pendências e elenque as mais importantes para serem realizadas primeiro;
  5. Tenha foco;
  6. Saiba priorizar;
  7. Seja gestor do seu próprio tempo.

Segundo a life coach Bet Braga, em entrevista para a Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, para que esses itens tenham efeito, você precisa fazer essa reeducação durar pelo menos 40 dias, e os 7 primeiros são os mais determinantes. “Para aproveitar o tempo da melhor forma possível, o empreendedor precisa saber priorizar suas atividades e, mais importante, dimensionar e valorizar cada minuto”, explica a especialista.

Como manter o foco e produtividade

A importância de rever metas e planejar novas estratégias para os negócios é fundamental para definir metas semanais e mensais de forma mais objetiva e prática.

A falta disso pode comprometer resultados a curto, médio e longo prazo na sua empresa, mesmo sendo profissional PJ e autônomo. Na gestão do tempo, a adoção de práticas mais estratégicas no cotidiano pode fazer toda a diferença para quem deseja render mais.

Dicas para manter o foco

1. Atualize-se

Uma boa maneira de estar atualizado é uma vez por dia verificar as novidades que estão acontecendo pelo mundo e no mercado em que o negócio está inserido.

Use os mecanismos de busca para participar de grupos de discussão e consultar agenda de eventos para ficar por dentro das tendências.

2. Reuniões semanais

Se você empreende sozinho, nada melhor do que analisar suas atividades semanais de forma objetiva e analisar os resultados obtidos para pensar nos próximos passos que vão fazer a empresa crescer.

*É importante revisar sua estratégia, olhar seu plano de negócio, sua administração financeira periodicamente para evitar retrabalho e não desviar do foco. Separe um dia por mês para rever seu planejamento de forma mais ampla e revisar as estratégias do negócio.

3. Tenha agenda

Defina suas atividades usando uma agenda de papel ou digital e vá anotando tanto as tarefas como as análises que precisam ser realizadas, para você não se esquecer e saber o que é importante ser revisto.

*Se tem parceiros que auxiliam em processos do seu negócio, faça anotações e converse com eles semanalmente para entender os desafios e como podem achar soluções juntos, crescendo em ambos os lados.

Aumentado a produtividade

Todos temos 24 horas  no dia e muitas vezes elas não parecem suficientes para que todas as atividades sejam cumpridas para alcançar os resultados desejados. Saiba que para aumentar a produtividade é preciso criar hábitos que façam sentido na sua rotina e que segundo estudos já comprovam que isso pode ser transformado para um melhor rendimento.

A produtividade está relacionada com a relevância de cada atividade realizada por você no seu negócio. Ter várias tarefas que não fazem sentido, gastando tempo  e energia desnecessária dão a sensação de cansaço e ineficiência.

Separamos algumas dicas que você pode incluir na sua rotina para ser mais produtivo, segundo a professora Cristina Boner, fundadora da Global Outsourcing:

1. Programe-se

É importante preparar suas atividades e não apenas deixar que elas ocorram conforme o que for apresentado durante o dia. Tenha objetivos a serem cumpridos — ao menos, para o período da manhã — e otimize sua gestão de produtividade.

A melhor maneira de fazer isso é montar uma lista com tudo aquilo que você já sabe que deve executar durante o período. Assim sendo, recomendamos que você use 5 minutinhos no dia anterior ou no começo das tarefas para organizar o que tem que ser feito.

2. Meça seu tempo

Saber quanto tempo você leva para terminar cada tarefa é muito importante. Com essa informação, fica mais fácil distribuir as obrigações entre os períodos da manhã ou da tarde, por exemplo. Também é um jeito de entender o que é viável para cada dia.

Para fazer essa medição, utilize um relógio para saber quanto tempo gasta com uma tarefa e avaliar as perdas que existem com procrastinação. Você também pode adotar aplicativos específicos e que aparecem em várias opções no celular.

3. Priorize

As atividades devem ser priorizadas conforme sua criticidade e tempo para execução. Mas, para isso, é preciso que você conheça exatamente os aspectos de cada uma delas. Para saber no que focar, fique atento em relação ao que evitar para não prejudicar sua produtividade. No geral, é interessante refletir a respeito do prazo e, principalmente, do impacto que cada atividade terá no restante do seu dia.

Imagine que você tem que realizar uma tarefa com prazo até à noite. Somente ao pensar nisso, ela poderia ficar para o final do período de trabalho? Mas, se várias outras coisas dependem dela, não dá para deixá-la para depois. Então, a priorização tem que considerar o impacto em todo o dia.

Além disso, não se esqueça de deixar espaço para algumas urgências e pendências que podem surgir ao longo das horas. Assim, você não corre o risco de ter que se reorganizar várias vezes.

4. Anote o que for importante

Não dependa e nem confie apenas na sua memória. Quando menos imaginar, pode ser que você precise de uma informação não tão recente e, sem que tenha tomado nota, vai ficar difícil ter bons insights. Anote tudo o que precisa ser feito.

5. Use a tecnologia com moderação

Não perca mais tempo do que o necessário usando aplicativos se eles não forem ajudá-lo a aumentar a produtividade. Estabeleça momentos e períodos específicos para essas atividades e evite dispersar a atenção com tanta frequência.

Em especial, as redes sociais são as grandes vilãs quando se fala nisso. Dar aquela paradinha para checar as novidades pode ser fatal quando a ideia é aumentar a produtividade. Então, reduza o uso desses elementos somente ao que for necessário.

6. Evite interrupções

A concentração é um elemento muito importante para a produtividade. Quanto mais você conseguir focar em uma tarefa, melhor é o fluxo para terminá-la, certo? Por isso, evite interrupções se quiser aumentar a produtividade.

É fundamental tomar cuidado com outros meios de contato, como ligações e e-mails. Evite conferir as mensagens a todo instante e não as responda de maneira imediata — a menos, é claro, que sejam mais importantes do que sua tarefa atual. Assim, você não corre o risco de desviar esforços de tarefas críticas.

7. Faça pausas de descanso

Eu sei que parece meio contraditório falar em evitar interrupções e, então, comentar sobre os intervalos. Mas sabia que trabalhar sem parar não é a melhor escolha se você quiser ser produtivo?

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Illinois mostrou que os participantes que fizeram pequenas pausas a cada 50 minutos mantiveram o bom desempenho de tarefas. Em compensação, quem ficou atrelado ao trabalho por longos períodos viu a performance ser muito prejudicada.

Para as atividades que envolvem criatividade, as pausas também são benéficas. Após andar por 5 minutos ou mudar de cenário, torna-se mais simples encontrar saídas específicas. Então, os momentos de descanso são muito bem-vindos.

8. Faça um balanço

Quando conseguir controlar melhor suas atividades, avalie as que duram mais do que o necessário e aquelas que poderiam consumir um tempo maior de dedicação. E programe-se para o dia seguinte. Além disso, é muito importante que você fique atento aos indicadores de produtividade.

Quanto mais conhecer seu comportamento, mais fácil é ajustar a programação. Não deixe de identificar suas maiores distrações, bem como seus “ralos” de produtividade. A partir dessas informações, faça um balanço das atividades para obter efeitos cada vez melhores, combinado?

9. Estude sobre o assunto

Para aumentar a produtividade no trabalho, é preciso treinar bastante e estimular sua energia. A prática leva à perfeição, mas somente ela não basta. Todas essas dicas são muito úteis, contudo, se você quiser levar o desempenho a um novo resultado, é crucial estudar o tema.

Não abra mão de sempre pesquisar novos métodos, soluções e orientações para conseguir ser mais produtivo. Afinal, novas descobertas são feitas frequentemente e é possível se beneficiar delas.

10. Comece pelo mais difícil

Um dos grandes problemas que impactam a produtividade é a procrastinação. Entre suas várias motivações, as obrigações com tarefas mais complexas é uma das principais. Nesse cenário, não tem jeito: encare logo cedo o que der mais trabalho e for mais difícil, por mais que seja um esforço muito maior.

Isso garante que você dedique o esforço maior logo de primeira, o que fará com que você risque da sua lista de tarefas diárias o que é mais complicado. A partir daí, o dia será mais leve! As outras demandas serão encaradas com melhor disposição e você terá muito mais produtividade.

11. Separe um tempo para o e-mail e mensagens

O e-mail e as mensagens instantâneas são ferramentas de tempo, mas, se não forem bem geridos, se tornam um dos verdadeiros ladrões dos seus valiosos minutos no dia a dia. Acontece que as mensagens não param de chegar e, se você resolver ler todas em tempo real, ficará difícil se concentrar e finalizar a demanda que está sendo executada naquele momento.

Organize-se e defina momentos para ler seus e-mails e mensagens! A primeira leva pode ser lida logo no início do expediente, até para organizar as tarefas do dia. Após isso, separe mais 2 ou 3 períodos, com um tempo de 30 a 40 minutos para ler o que for recebido ao longo do dia. Assim, você evita interromper suas demandas e consegue aumentar a produtividade.

12. Use ferramentas de produtividade

Nos dias de hoje, é praticamente impossível pensar em aumentar a produtividade sem ter o suporte de uma ferramenta para organizar demandas, controlar projetos e direcionar os esforços. Seu cotidiano ficará mais bem dividido com bons lembretes e ideias estruturadas com suporte de alguns softwares como:

  • Trello: ajuda a criar fluxos de processos, separando colaboradores em grupos que podem ser editados e atualizados. A operação é simples, intuitiva e a interface é bastante agradável;
  • Evernote: praticamente uma agenda digital, o Evernote permite criar anotações, estruturar compromissos, organizar reuniões e compartilhar arquivos diversos;
  • Wunderlist: ideal para grupos de trabalho, o Wunderlist organiza tarefas em nuvem, que podem ser editadas e atualizadas por qualquer membro.
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Conheça os direitos profissionais

1. Trabalhador autônomo

São considerados autônomos aqueles que exercem seu trabalho por conta própria sem vínculo ou subordinação a uma empresa ou chefe. podem ser de profissões regulamentadas — como advogados, nutricionistas e outras — ou de profissões não regulamentadas, como é o caso de pintores e pedreiros. Entretanto, ambos têm direitos e deveres em suas atuações.

Quais os direitos de um trabalhador autônomo?

Quando o profissional presta serviços na condição de autônomo, não há direitos trabalhistas envolvidos. Porém, ao contribuir com a Previdência Social, ele passa a ter direito de usufruir dos benefícios e serviços oferecidos pelo INSS, como:

  • Aposentadoria
  • Auxílio-doença
  • Auxílio-maternidade
  • Auxílio-reclusão

Os direitos dos trabalhadores autônomos são os que a contribuição com o INSS garante, a possibilidade de obter seus ganhos livremente e de ser dono do seu próprio tempo. Eles também podem investir no próprio futuro contribuindo com a Previdência Privada.

2. Contratação PJ

Quando contratado como pessoa jurídica por uma empresa, o profissional perde todos os direitos trabalhistas e previdenciários que são assegurados pela Constituição: décimo terceiro, férias, aviso prévio, FGTS, seguro desemprego, entre outros benefícios como vale-transporte, plano de saúde, alimentação, previstos nas convenções e acordos coletivos da categoria.

Já profissional PJ, dono do seu próprio negócio, é essencial formular um contrato com a ajuda de um advogado para descrever as entregas de serviços ou produtos, e para alinhar todos os direitos sem que se prejudique caso o acordo seja cancelado. É preciso se proteger de algumas formas para que seu negócio não fique na mão. 

A redação do contrato social é de extrema importância, uma vez que se trata do documento que irá reger a administração da empresa e será sempre a bússola que irá apontar os caminhos a serem adotados, especialmente na gestão interna. É o documento que estabelece os direitos e obrigações dos sócios para com a pessoa jurídica, devendo ser planejado antes do início das atividades.

Sendo tão importante, qualquer inadequação ou omissão pode prejudicar intensamente a atuação do negócio e, até mesmo, o relacionamento dos sócios.

O que não pode faltar?

Formalizando todas as atividades que serão entregues, o contrato deve conter valor, forma de pagamento, prazos, multas em caso de cancelamentos, direitos e deveres das partes envolvidas. Além disso, ele pode ser usado como comprovação de renda, por isso todas as informações devem estar previstas no documento de forma escrita, caso seja preciso recorrer a justiça em qualquer imprevisto ou não cumprimento. 

Os e-mails trocados não substituem o contrato, então procure pedir a assinatura a cada nova venda de serviços.

Também é importante que esse contrato seja registrado no Cartório de Títulos, para que haja uma segurança maior para ambas as partes envolvidas. Ele pode ser assinado por pessoa física ou jurídica e é regulamentado pelo Código Civil (não pela CLT).

*Comece os trabalhos somente após a assinatura do contrato e busque receber antes de entregar os serviços ou produtos contratados. Você pode receber no início e no final de cada projeto para garantir credibilidade da parte que contratou sua empresa. 

Mesmo após esse passo, pode acontecer de ocorrer esquecimentos ou atrasos no pagamento, por isso é interessante ter uma contabilidade digital para acompanhar e automatizar a cobrança, enviando o boleto para o e-mail do cliente, por exemplo. 

Se precisar de ajuda nesse processo, temos uma equipe de especialistas pronta para te ajudar a deixar tudo de forma mais prática, conheça mais aqui. 

Como elaborar um contrato

Para segurança das entregas, crie um contrato para formalizar as entregas ou serviços combinados por ambas as partes. Separamos o que é básico e que deve conter no contrato:

1. Dados de ambas as partes

O contrato deve trazer a documentação completa de ambas as partes, como os números de RG e CPF. Além disso, é importante que contenha os endereços residenciais de ambas as partes e, se envolver alguma empresa, também o endereço profissional.

2. Especificações dos serviços e/ou bens

Os serviços e/ou bens que são a base do contrato devem ficar bem explícitos no documento. Essas informações devem ser redigidas em uma linguagem simples e que não dê margem a múltiplas interpretações; deve ser compreensível para ambas as partes e não deve sugerir reclamações futuras.

É importante deixar claro, também, os serviços que não são inclusos no contrato, em casos de serviços prestados, por exemplo, é necessário delimitar bem as funções, para que não haja cobrança indevida.

3. Datas e quebras de contrato

É extremamente importante deixar claro a duração do contrato, colocando datas e prazos. Além disso, é importante explicitar motivos e razões que poderiam significar a quebra do contrato, bem como multas e/ou ressarcimentos em caso da quebra dele.

4. Valores

Todos os valores devem ficar explícitos no contrato. No caso de variação desses valores, é preciso deixar claro também os fatores que influenciam nessa mudança, como variação do mercado ou quebra/aumento do dólar, por exemplo.

5. Cláusulas

Nesta parte é importante descrever tudo que formaliza as atividades, ou seja, caso haja quebra de contrato,  se há multa ou se o contratante deve pagar um determinado valor. Descrever sobre férias e 13º salário, caso esteja dentro do que foi acordado. 

É necessário ainda descrever todas as recomendações necessárias para que todos os direitos do seu trabalho, como PJ ou autônomo, sejam assegurados e você não fique sem receber pelo serviços prestados ou pelo produto entregue. 

*Peça validação para um profissional de advocacia para que você tenha segurança e clareza do que foi descrito. O especialista incluirá leis que estão de acordo com o seu mercado e a atividade prestada. 

*Se possível, crie um contrato padrão, que você muda apenas os dados do contratante, entregas, valores e prazos. 

Pronto para escolher como vai atuar?

Profissional PJ ou autônomo, vimos até aqui várias mudanças no mercado dos negócios e como estar atento às inovações e formas de se adaptar são importantes para que você continue  vendendo para seus clientes com efetividade e qualidade.

Fazer o mesmo que você fazia há um ano, por exemplo, pode já não ser mais viável devido a toda essa instabilidade que estamos vivendo. Sendo assim, para ter resultados diferentes é preciso ter atitudes diferentes. 

No começo, aprendemos mais como funciona o ciclo de uma crise e como ela auxilia na sobrevivência do mercado, quando os negócios entendem seu processo e criam formas orgânicas e sadias de se reinventarem. 

Estar de olho no crescimento pessoal é individual é fundamental também para se encontrar neste novo cenário e as soft skills são aptidões emocionais, sociais e mentais que podem ser readequadas para melhorar o relacionamento conosco mesmos e com as pessoas ao nosso redor. 

Olhando para as novas oportunidades de negócio, conseguimos entender que a maioria das empresas, sejam elas individuais ou com equipe reduzida, não sobrevive aos primeiros 5 anos por falta de gestão financeira e de capital humano, além é claro da burocracia no processo de abertura e nos valores de impostos cobrados pelo nosso país. 

Com todas as mudanças, o trabalho remoto e uma boa gestão de tempo ganhou lugar como os primeiros passos para uma readaptação com criatividade e inovação para todos os tipos de negócios, o plano de futuro precisa estar alinhado com o aumento do uso da tecnologia que se faz presente cada vez mais no dia a dia das pessoas. 

Quer rever sobre segmentos que segundo especialistas estão ganhando cada vez mais visibilidade para reconfigurar o seu negócio de forma estratégica? 

Seguindo nessa linha de raciocínio, o planejamento e execução de boas práticas de gerenciamento estão relacionados aos negócios e como as pessoas compreendem e consomem seus produtos ou serviços. Dessa forma, focar na readaptação, resiliência, retorno e reimaginação, com estratégia, garante uma recuperação saudável das empresas. 

E assim, para a sobrevivência do seu negócio, você precisa fazer uma boa gestão financeira de maneira que o seu negócio continue em evidência, e você consiga contar com profissionais ou empresas terceirizadas especialistas em organizar suas rotinas de forma transparente e com a redução de recursos. 

Por isso, a Contabilizei é a primeira empresa pioneira no atendimento contábil online com tecnologia e inovação acopladas nos processos de forma objetiva e prática. 

Foque na sua gestão de tempo, delegando atividades para quem entende e está disposto a te ajudar a crescer no seu negócio, para que você consiga focar suas habilidades e sua produtividade em seus produtos ou serviços e no atendimento ao cliente com excelência e empatia. 

Clique aqui para rever dicas para manter o foco de suas atividades e também aumentar sua produtividade, para que seus hábitos e as horas do seu dia sejam aproveitadas com eficiência e você tenha a sensação de dever cumprido no final do expediente. 

Ah, não se esqueça de levar em consideração os direitos profissionais como profissional PJ ou autônomo com a construção de contratos bem elaborados e ainda avaliando se o Fator R pode ser usado no seu negócio (se enquadrado no Simples Nacional) para ajudar na redução de impostos de tributação. 

O mercado, cada vez mais volátil, exige que você analise as novas tendências, encontre soluções para se readaptar e não perder o seu lugar nele. Por isso, saiba que você pode amenizar os impactos negativos vividos e desenvolver novos processos de forma estratégica no seu negócio. 

A Contabilizei tem uma equipe de mais de 400 especialistas que podem te ajudar a cuidar das rotinas da sua empresa, fazendo com que você economize e ainda facilite a sua vida profissional.

Contabilizei

A Contabilizei é líder em abertura de empresas no Brasil e mantém esse blog para levar conteúdo de qualidade aos pequenos empreendedores.

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