Advogado recém formado: Onde trabalhar? O que fazer para ganhar dinheiro?

| Atualizado em 22/11/21 | 7 minutos de leitura

Um advogado recém-formado pode trabalhar como CLT em uma empresa privada, prestar concurso público, atuar como autônomo, ou abrir o seu próprio escritório de advocacia.

Após terminar a faculdade de Direito e passar na (temida) prova da OAB, Ordem dos Advogados do Brasil, a maior dúvida dos formados nessa área é: “Onde um advogado recém-formado pode trabalhar?” Indo mais além: “Quanto é possível ganhar por mês com essa profissão?”

Para responder a essas perguntas é preciso partir do princípio que um advogado por trabalhar para uma empresa privada como CLT, prestar concurso público, ou ainda, se tornar um advogado empresário.

Nessa última opção, estamos nos referindo a abrir o seu próprio escritório de advocacia, seja com sócios ou não.

Há também aqueles que atuam como autônomos, ou seja, prestam serviços sem vínculo empregatício e sem ter o seu CNPJ. 

Porém, é importante ter em mente que um advogado pode ter empresa e se beneficiar de todas as vantagens que isso gera, como conferir mais credibilidade para os seus serviços e ter direito a auxílio-doença, auxílio-maternidade, aposentadoria, entre outros benefícios trabalhistas.

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Mas como abrir CNPJ para advogados? Vale a pena para esse profissional ter a sua própria empresa? Quanto pode ganhar um advogado recém-formado que atua dessa forma e um que é contratado pelo regime CLT?

Confira essas e outras respostas sobre esse tema agora!

O que posso fazer depois de formado em Direito?

Um advogado recém-formado tem a vantagem de ter um vasto leque de possibilidades de atuação.

Quanto às opções de áreas, temos:

  • acadêmica (ministrando aulas);
  • civil;
  • penal;
  • trabalhista;
  • tributário;
  • previdenciário;
  • administrativo;
  • ambiental;
  • da família;
  • do consumidor;
  • eleitoral;
  • internacional.

Esse profissional também pode se especializar em um segmento e trabalhar como:

  • Fiscal;
  • Procurador;
  • Auditor;
  • Consultor;
  • Mediador;
  • Oficial de Justiça;
  • Promotor;
  • Desembargador;
  • Delegado;
  • Oficial da Polícia Militar

Onde um advogado recém-formado pode trabalhar?

Como dissemos no início deste artigo, um advogado recém-formado pode trabalhar como autônomo, contratado sob regime CLT em uma empresa, prestar um concurso público, ou ainda abrir o seu próprio escritório de advocacia.

No caso da contratação CLT, ou seja, de acordo com as regras da Consolidação das Leis do Trabalho, o advogado recém-formado pode buscar pelo empreendedorismo corporativo para o seu crescimento profissional.

Dependendo da cultura da organização e do modelo de negócio no qual está trabalhando, é possível empreender, mesmo que a empresa não seja sua.

No caso, consiste em se posicionar como um verdadeiro empreendedor, gerando inovações, vantagens e oportunidades de progresso para si mesmo e para a companhia.

Já no caso de se tornar dono do seu próprio negócio, os profissionais dessa área precisam se atentar a alguns pontos bastante específicos. E o primeiro passo para isso é saber como abrir CNPJ para advogados.

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Como abrir CNPJ para advogados?

A OAB permite que os advogados atuem como pessoas jurídicas, desde que suas empresas sejam abertas nos formatos Sociedade Simples ou Sociedade Individual de Advocacia.

A Sociedade Simples consiste em um modelo de negócio formado por dois ou mais profissionais que exercem a mesma atividade. Já a Sociedade Individual de Advocacia o advogado recém-formado, ou não, pode atuar sozinho.

Aqui, vale destacar que um advogado não pode ter empresa Eireli. Isso quer dizer que, caso não queira sócios deve abrir, obrigatoriamente, uma Sociedade Individual de Advocacia

Dica de leitura: “Quais as vantagens de abrir uma sociedade de advogados?

Qual é o salário de um advogado recém-formado?

Mas, afinal, qual o salário de um advogado recém-formado? De acordo com dados do site Salário.com.br, considerando a Classificação Brasileira de Ocupações, CBO, 2410-05, a média salarial desse profissional no início de carreira é de R$ R$ 4.576,27 por mês, para jornadas de trabalho de 41h semanais, aproximadamente.

Os advogados concursados ganham, em média, R$ 4.940,67 por jornadas de 36 horas semanais.

Considerando contratações CLT, de acordo com o porte da empresa, temos os seguintes valores:

  • Microempresa
    • advogado júnior: R$ 4.043,69
    • advogado pleno: R$ 4.330,26
    • advogado sênior: R$ 4.827,36
  • Pequenas Empresas: 
    • advogado júnior: R$ 4.321,12
    • advogado pleno: R$ 4.607,69
    • advogado sênior: R$ 5.104,80
  • Médias Empresas: 
    • advogado júnior: R$ 4.978,66
    • advogado pleno: R$ 5.265,23
    • advogado sênior: R$ 5.762,33
  • Grandes Empresas: 
    • advogado júnior: R$ 5.086,83
    • advogado pleno: R$ 5.373,40
    • advogado sênior: R$ 5.870,50

Como um advogado recém-formado pode ganhar dinheiro?

Um advogado recém-formado pode ganhar dinheiro de diferentes formas. Além de atender as demandas e casos específicos da área que escolheu trabalhar — por exemplo, fazendo processos de divórcio, causas trabalhistas, inventários etc — também é possível:

  • prestar consultorias;
  • elaborar e revisar contratos;
  • elaborar pareceres jurídicos;
  • participar de assembleias, como as condominiais;
  • prestar advocacia extrajudicial, em vias administrativas como cartórios, atuando com tabelião.

Quais erros um advogado recém-formado não deve cometer?

Mas assim como outros profissionais em início de carreira, é normal que um advogado recém-formado cometa erros.

A fim de que você não passe por isso, confira os mais comuns e prepare-se para evitá-los:

  • não se especializar;
  • não investir em networking;
  • não cuidar do seu marketing pessoal;
  • captar clientes apenas por indicação, deixando de investir no marketing digital;
  • querer fazer tudo sozinho;
  • não se adaptar às mudanças do mercado;
  • deixar de prestar um atendimento personalizado para os clientes.
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Advogado recém-formado: o que é melhor, ser CLT, PJ ou Autônomo?

Para um advogado recém-formado, o que compensa mais, considerando tanto a evolução da carreira quanto o seu faturamento mensal, ser CLT, PJ ou autônomo?

Todas essas possibilidades têm as suas vantagens e desvantagens. Por isso, antes de definir qual é a melhor para você, é essencial ponderar sobre cada uma delas.

Por exemplo, um advogado CLT tende a ter um salário fixo a receber todo o mês. Ao menos que a empresa pague algum tipo de comissão, o seu faturamento fica limitado a esse valor. Porém, ele tem a garantia de todos os direitos trabalhistas, como férias, FGTS e 13º salário.

Já quem prefere trabalhar como autônomo não tem esses direitos, mas pode ter uma carteira de clientes mais ampla. Quanto às questões trabalhistas, o profissional pode recolher o valor do INSS por conta e ter direito à aposentadoria e outros benefícios.

No entanto, os impostos pagos como advogado autônomo costumam ser maiores que os cobrados para os que têm o seu próprio CNPJ.

Além disso, trabalhar como PJ, ou seja, Pessoa Jurídica, traz mais credibilidade para a sua atuação, permite conquistar mais clientes, inclusive outras empresas e, com isso, ter um faturamento melhor.

Na dúvida sobre qual o melhor formato para você? Então use agora mesmo a nossa calculadora PJ, CLT ou autônomo e compare os custos.

Afinal, advogado pode ser MEI? 

E lembra que falamos que advogados não podem abrir empresa como Eireli? Pois bem, advogados também não podem ser MEIs, Microempreendedores Individuais.

Se você fizer uma consulta CNAE dessa atividade (classificação 6911-7/01), verá que serviços advocatícios não podem ser MEIs, mas podem se enquadrar como ME, Microempresa, no Simples Nacional.

Por conta desses detalhes é tão importante contar com o suporte de uma contabilidade para advogados. Uma assessoria desse tipo vai ajudar você desde o momento da abertura da sua empresa, questões contábeis e fiscais mensais e muito mais.

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Guilherme Soares

Escrito por:

Guilherme Soares

Guilherme é engenheiro formado pela Universidade de São Paulo com mestrado em administração de empresas pela London Business School. Guilherme atuou como consultor de estratégia de negócios na Bain & Company e liderou áreas de estratégia comercial e produtos na Latam Airlines Cargo e Cielo. Iniciou na Contabilizei em 2018.

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