Como se tornar um profissional de sucesso? Dicas para PJ

| Atualizado em 22/07/21 | 9 minutos de leitura

O mercado de trabalho está em constante transformação. Ter carteira assinada e trabalhar anos em uma mesma empresa já não são objetivos da maior parte dos trabalhadores que buscam uma colocação no mercado. Com a flexibilização das leis trabalhistas, está cada vez mais comum que os profissionais se posicionem como pessoas jurídicas (PJ), ou seja, montem suas empresas para prestar serviços a outras. 

Ser PJ traz diversas vantagens, como a flexibilidade de horários e a possibilidade de atender a mais de uma empresa. Para isso, o profissional precisa organizar-se e, se já foi contratado como pessoa física, mudar um pouco o modelo mental para adequar-se à realidade de uma PJ.

O primeiro passo é abrir uma empresa. Com o suporte da Contabilizei, você vai descobrir qual a melhor alternativa para o seu caso, que vai depender da atividade que você quer exercer como PJ e do faturamento que pretende atingir.

MEI – Microempreendedor Individual

Uma das alternativas é abrir um MEI (Microempreendedor Individual). Essa modalidade foi criada para tirar da informalidade pessoas que trabalham por conta própria e que faturam, no máximo, R$ 81.000,00 por ano. 

O MEI oferece como vantagem o fato de não ser necessário pagar imposto sobre o faturamento, apenas uma taxa fixa mensal. Entretanto, nem todas as atividades são possíveis. Confira a tabela completa e verifique se essa é uma boa opção para o seu caso. 

EI – Empresa Individual

Se você imagina que o seu faturamento será superior ao teto do MEI, você pode optar por abrir uma EI (Empresa Individual) ou uma Eireli (Empresa Individual de Responsabilidade Ltda).

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Na EI, você não terá limite de faturamento, mas, se optar pelo Simples Nacional, o teto ficará em  R$ 4.800.000,00 por ano. Nessa modalidade de empresa, o patrimônio pessoal do empresário pode ser comprometido em caso de endividamento. Outra restrição é o fato de apenas profissões não regulamentadas serem permitidas. 

Eireli – Empresa Individual de Responsabilidade Ltda. 

Se você é advogado, jornalista, médico, arquiteto ou engenheiro, por exemplo, que são atividades regulamentadas, sua opção deve ser pela Eireli. Em relação ao faturamento, segue as mesmas regras da EI. A diferença é que o empresário não responderá com seus bens pessoais pelas dívidas da empresa, mas com o valor que definiu como capital social. 

Como pessoa jurídica constituída, você vai se relacionar com outras empresas por meio de contratos comerciais, que definirão direitos e deveres para as duas partes – sua empresa e a que a contratou. 

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Como fazer um bom contrato

Um contrato bem elaborado é muito importante para o sucesso do seu relacionamento com a empresa contratada. É nele que se estabelecem as regras da relação e se formalizam os acordos. É muito comum a prática de pegar contratos prontos ou modelos disponíveis na Internet, mas, atenção, sempre é preciso que ele seja adequado à realidade das necessidades das partes. Não existe contrato pronto.

Contrato justo para todos

Em primeiro lugar, combine com o contratante que o documento será construído com equilíbrio e transparência, atendendo os princípios legais e os anseios das duas partes. No documento, devem constar os dados completos das duas partes e de seus representantes, assim como o objeto do contrato, no qual será detalhado o que está sendo contratado, o tipo de serviço. O objeto precisa ser claro, específico e realizável. Seja bem detalhista neste ponto.

Outro ponto fundamental é o valor do contrato. É importante que sejam incluídas bonificações e encargos referentes à relação e fiquem bem claras as formas e prazos de pagamento.

Um contrato bem amarrado sinaliza profissionalismo e ajuda para que as combinações sejam cumpridas. Para isso, é bom fixar garantias contratuais.  Elas reforçam a necessidade de cumprimento das obrigações e desestimulam a quebra do que foi acordado, garantindo a integridade da relação. 

Prazo de duração e regras claras

Outro elemento do contrato é o prazo de duração, os termos de renovação e a disposição sobre necessidade ou não de aditivo para a extensão do prazo contratual. Vale prever, também, cláusulas sobre extinção do contrato. O ideal é ele se extinguir naturalmente, quando o propósito e as obrigações foram cumpridas, mas é bom pensar em outras formas. Assim, as partes vão saber como proceder se algo acontecer, e a relação não possa continuar. 

É claro que você está começando o relacionamento com outra empresa e quer que tudo dê certo, mas é bom prever sanções para o descumprimento. Quanto mais claras as regras dessa relação e suas consequências, mais fácil resolver caso algum imprevisto aconteça. E por falar em imprevisto, preveja, também, o foro onde serão resolvidas as discussões decorrentes do contrato.

Com obrigações e deveres para ambas as partes, de forma equilibrada e com clareza das regras, você está mais seguro para começar essa nova relação comercial. Agora, vocês podem assinar com segurança.

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Pessoa Jurídica com responsabilidade

Um contrato bem elaborado é fundamental para resguardar a sua PJ e a empresa que a contratou. E você percebeu que ao elaborar o contrato e definir claramente seus elementos você também foi tendo clareza do serviço que será prestado? 

Agora que você é PJ tem que pensar como empresa e não como pessoa física. A legislação não permite que a contratação de PJ sirva para mascarar uma relação de trabalho com características exigidas para os profissionais que têm carteira assinada. Você não é mais funcionário, é prestador de serviços. 

Logo, você não tem um chefe, mas um cliente. Ou melhor, se tudo der certo, muitos! Preste atenção ao serviço que você está  oferecendo, você deve receber pela entrega de um projeto e não por estar disponível das 9h às 18h diariamente, por exemplo.  Essa é uma das questões que você deve estar atento. 

Planejando a PJ de sucesso

Como falamos no início do texto, o profissional que se estrutura para prestar serviços como PJ tem que rever alguns modelos, que podem estar arraigados. É uma nova forma de se posicionar no mercado de trabalho.

Um ponto importante para alavancar a sua PJ é ter uma boa rede de relacionamentos. Não pense em ter apenas um cliente, planeje-se para atender vários. Em primeiro lugar, por que vale o velho ditado – não deposite todos os ovos na mesma cesta.  Se um contrato finaliza com um, você tem outros para manter sua empresa ativa. Isso é importante!

No valor que você vai definir para o projeto ou serviço que está ofertando, você deve considerar todos os benefícios e obrigações. Além do trabalho em si, cada contrato deve colaborar com o seu plano de saúde, alimentação, férias, transporte. Por isso, os valores são diferentes, por exemplo, de um salário para um profissional com carteira assinada. Esse não pode ser seu ponto de partida. 

Como empresário, você não terá os benefícios previstos para contratações pelo regime Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), não terá seguro desemprego ou contribuições ao FGTS para sacar em caso de imprevistos, como uma doença, por exemplo. Por isso, ter uma boa reserva financeira e fazer um planejamento é chave para o sucesso e para evitar futuras dores de cabeça. Mas, calma, nada que um bom planejamento financeiro não resolva. E você pode se surpreender com as possibilidades de ascensão financeira. 

Seu futuro nas suas mãos

Não usamos esse nome, mas falamos em quebra de paradigmas neste texto. Ao optar por ser PJ, você assume o controle, as rédeas estão nas suas mãos. O plano de carreira deverá ser construído por você. No início, você planeja, calcula e estipula um valor para sua hora de serviço. Com o tempo, você vai refinando esse planejamento e definindo o tipo de cliente que é mais rentável, e os diferenciais dos seus serviços. Com isso, você vai dando novos passos na direção de um novo posicionamento. Tal qual, ou parecido, com um plano de carreira tradicional. 

Esse é um ponto positivo caso você sempre procure desempenhar novas funções e atender empresas de diversos setores. Com o tempo, você pode se especializar em certas atividades e apenas aceitar contratos que as envolvam.

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E a aposentadoria?

A pergunta pode parecer estranha, afinal talvez você esteja apenas iniciando sua vida profissional. Mas, como PJ, esse é outro modelo que você deve rever – comece a pensar na sua aposentadoria desde o início. 

O profissional PJ também contribui para o INSS, mas há um teto que define a remuneração máxima para sua aposentadoria. Por isso, considere a complementação de renda por meio de um plano privado ou outro tipo de investimento. Isso tudo deve ser considerado nos valores que você vai cobrar pelos serviços. 

Se você ainda tem dúvidas sobre este regime, leia nosso post sobre CLT ou PJ: o que vale mais a pena para a sua carreira?

Vimos até aqui o quanto o planejamento é importante. A Contabilizei pode lhe ajudar desde a criação da sua empresa até o gerenciamento contábil. Como PJ, você vai prestar serviço e receber por meio da emissão de notas fiscais. Dependendo da empresa que você criou, vão incidir impostos. Com a nossa ajuda, você vai estar sempre em dia com suas obrigações e livre de multas e despesas desnecessárias.

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Charles Gularte

Escrito por:

Charles Gularte

Charles é formado em contabilidade pela FAE Centro Universitário e MBA em Gestão Empresarial, Administração e Negócios. Depois de começar sua carreira como contador, trabalhou por 14 anos em uma empresa de logística como superintendente de negócios e diretor, até chegar à Contabilizei na gestão de atendimento ao cliente, operações contábeis e serviços.

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