Como sua empresa pode se adaptar à mudança de consumo pós pandemia?

| Atualizado em 18/08/20 | 13 minutos de leitura

Todo o mundo vem sofrendo os impactos da pandemia e o principal está relacionado ao novo modo de consumo e como realizamos nossas compras sem sair de casa.

Esse novo comportamento implica ações duradouras para as marcas, e os grandes especialistas sobre marketing são praticamente unânimes ao dizer que a velocidade e a humanização na comunicação, nesse cenário, são vitais para qualquer marca.

Realizar uma boa gestão com foco no fluxo e pedidos, independentemente do tamanho do negócio, é fundamental para que a crise não feche as portas da sua empresa.

Vamos entender mais sobre o novo cenário e formas de adaptação?

O que é consumo?

Antes de tudo, consumo é a prática econômica de obter bens ou serviços e o ato de consumir é influenciado por  diversos fatores culturais. Alguns exemplos, dentre outros fatores, são costumes, rotinas e memórias. Esses aspectos são essenciais para que os órgãos se organizem e estabeleçam um posicionamento em relação ao seu público.

O consumo pode ser dividido em dois formatos: consumo consciente e consumo sustentável.

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Consumo Consciente

É aquele praticado por pessoas que relacionam seus hábitos aos fatores socioambientais. Esse tipo de cliente busca fazer compras mais planejadas, por meio de marcas e fornecedores que trabalham com a redução de suprimentos em sua produção e procuram reduzir o impacto social e ambiental de suas atividades.

Consumo Sustentável

O consumo sustentável possui a mesma base do consumo consciente, no entanto é ainda mais expandido. O modelo consiste numa mudança total do modo como o consumidor de comporta.

O formato trabalha com a política de uma compra e geração de resíduos mínima. Por isso, gerencia o uso de recursos naturais, aproveita melhor os bens e dá uma atenção especial às marcas e empresas de que são clientes

Consumo x consumismo

Como falamos, o consumo é a aquisição de suprimentos que saciam as necessidades básicas dos seres humanos. Desde o início dos tempos, a vida dos seres humanos possui uma relação entre produção e consumo.

Já o consumismo, diferentemente do consumo, está relacionado com a acumulação de bens que extrapolam a necessidade de subsistência. Está relacionado a um padrão de comportamento social que compreende a aquisição de bens como forma de identidade, diferenciação social e prazer.

A história do consumismo

Segundo os estudos da história e da sociologia, o consumismo surge a partir da mudança dos modos de produção gerada pela revolução industrial. Com isso, toda a relação entre produção e consumo é reformulada.

A produção em larga escala, possibilitada pelos avanços técnicos, gerou uma maior facilidade para o consumo. Assim, um número menor de pessoas precisa produzir para que todos possam consumir.

Desse modo, a sociedade deixa de ser uma sociedade de produtores e passa a ser uma sociedade de consumidores. A produção de bens cada vez mais intensa exige que o consumo também seja cada vez mais intenso. Para isso, são criadas ferramentas para o estímulo ao consumo, dentre elas, a propaganda.

A propaganda cumpre um papel importante, estimulando as pessoas ao consumismo e associando produtos a modos de vida desejáveis.

Assim, o consumismo fundamenta-se em um processo chamado de reificação (coisificação) em que há uma inversão da relação sujeito-objeto. O indivíduo (sujeito), que antes consumia algo (objeto) por necessidade, passa a identificar a si mesmo através do seu padrão de consumo.

Os produtos perdem sua relação com a necessidade, para atuarem como objetos de desejo. Assim, assumem em sua figura a promessa de suprir outras necessidades que estão além dos produtos, como: ser visto, ser respeitado, ser admirado, ser desejado sexualmente, etc.

Logo, o consumismo retira dos seres humanos sua natureza e a associa aos bens de consumo, objetificando os indivíduos.

Como o consumo interfere na sociedade?

A crise identitária inaugurada na modernidade conecta-se à cultura do consumo da seguinte maneira: se as escolhas individuais estão orientadas à satisfação das necessidades pessoais, e se o consumo é o principal meio de acesso às ações e experiências necessárias à construção da própria identidade, esta acaba sendo convertida em uma mercadoria.

O ato de consumir transforma-se em uma espécie de necessidade existencial, pois temos de produzir e ‘vender’ uma identidade a vários mercados sociais, a fim de ter relações íntimas, posição social, emprego e carreira.

E a principal relação estreita e forte entre o consumismo e a sociedade é o meio ambiente. Isso porque para atender a demanda da produção é necessário retirar matérias-primas da natureza, fabricar e transportar materiais, fazer grande uso de energia elétrica e de água.

Tudo isso gera emissão de gases poluentes, degradação e devastação ambiental, poluição geral e, consequentemente, a destruição de ecossistemas.

Além disso, somos influenciados por um dos maiores difusores do consumismo: a mídia. Todos os dias somos “bombardeados” com milhares de propagandas. São milhões e milhões de gastos para tentar nos fazer comprar os produtos.

Consumo x investimento

Consumo e investimento são umbilicalmente ligados quando consideramos os dados do PIB pelo lado da demanda global, como se pode ver em uma economia simplificada ao extremo.

Tudo o que foi fisicamente produzido em uma unidade de tempo na economia (por hipótese, sem governo e sem comércio exterior), só pode ter dois destinos: ser consumido ou não. Chamemos o não consumido de poupança e façamos a hipótese que ela foi “investida” para aumentar o estoque de capital da sociedade sobre o qual age a força de trabalho ativa para produzir o PIB.

Segundo Antonio Delfim Netto (professor emérito da FEA-USP, ex-ministro da Fazenda, Agricultura e Planejamento), como se reparte a demanda global entre consumo e investimento tem sido tema de discussão na economia desde a origem dos tempos, mas até agora nenhuma teoria resistiu às torturas econométricas. Pelo menos dois fatores parecem determinar empiricamente o nível do consumo: tamanho do próprio PIB e o valor da “riqueza potencial” do consumidor, que podemos assimilar ao crédito de que ele dispõe.

A utilização desse crédito, por sua vez, depende da taxa de juros real da economia e do seu prazo. Com relação ao investimento, que aumenta a capacidade produtiva, é a mesma coisa: ele parece depender de muitas variáveis, mas no esqueleto que estamos construindo neste novo cenário, ele é  dependente apenas da taxa de juros real.

O mercado das MPE

Os pequenos negócios empresariais são formados pelas micro e pequenas empresas (MPE) e pelos microempreendedores individuais (MEI). No Brasil existem 6,4 milhões de estabelecimentos. Desse total, 99% são micro e pequenas empresas (MPE).

As MPEs respondem por 52% dos empregos com carteira assinada no setor privado (16,1 milhões). E os pequenos negócios respondem por mais de um quarto do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Juntas as cerca de 9 milhões de micro e pequenas empresas no País representam 27% do PIB, um resultado que vem crescendo nos últimos anos. 

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Como se posicionar no novo cenário?

Diante do que falamos até aqui, algumas medidas são essenciais para um bom posicionamento das empresas, entre elas a redução de times e horas trabalhadas, aumento do rigor na higienização do ambiente de trabalho, adoção de home office, criação de canais de informação e disponibilização gratuita de serviços de comunicação são algumas das medidas tomadas por muitas empresas diante da expansão do Coronavírus pelo mundo.

A Microsoft, por exemplo, criou um mapa em tempo real da pandemia coletando dados dos relatórios divulgados pela OMS, do Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos e outras fontes.

Produtos e serviços em alta

A expectativa de crescimento de 2,5% da economia brasileira, em 2020, somada à projeção de uma safra recorde no setor agrícola deve favorecer diretamente às micro e pequenas empresas (MPE) do país, que estão voltadas majoritariamente ao mercado interno.

O otimismo é maior para as micro e pequenas empresas que atuam no setor de serviços, para os negócios voltados ao atendimento das necessidades básicas da população, para o segmento da construção, bem como os pequenos negócios que atuam no setor do agronegócio. Essas são as conclusões do estudo: “Negócios Promissores em 2020” realizado pelo Sebrae a partir do cruzamento e análise de um conjunto de dados do FMI, Banco Central e Ministério da Economia.

Segundo o Boletim Macrofiscal da SPE (Secretaria de Política Econômica), a economia brasileira já apresenta indicadores de recuperação mesmo diante da pandemia que restringe o contato físico, com diminuição do risco país, queda da inflação, expansão de crédito e retomada da confiança. 

Separamos alguns tipos de negócio em alta para este segundo semestre:

  • Alimentação saudável e gourmet;
  • Clubes de assinatura;
  • Inteligência artificial;
  • Mercado Pet;
  • Economia compartilhada;
  • Beleza e cosméticos;
  • Coaching;
  • Cosméticos naturais;
  • Brechós;
  • Corte e costura;
  • Coworking;
  • Infoprodutos;
  • Cafés especiais.

O passo a passo para ter sucesso no novo cenário

Mostrar a utilidade do seu negócio para as pessoas que estão home office é fundamental para continuar no mercado. Veja algumas sugestões para implementar na sua empresa:

1. Reduza a burocracia dos processos internos

Reveja etapas importantes e que facilitam o dia a dia da empresa em realizar as vendas. Busque aumentar a agilidade interna.

2. Use a tecnologia para evitar o contato entre as pessoas

Uma das medidas que a sua empresa pode providenciar imediatamente é usar o digital em todos os momentos. Faça reuniões online, agende atendimento presencial, se preciso, (seguindo as orientações da Organização Mundial de Saúde) pelas ferramentas de mensagens instantâneas e outros que podem ser fundamentais para o funcionamento do seu negócio.

3. Aumente o rigor na higienização

A etiqueta de saúde é também uma das recomendações mais divulgadas pelas autoridades brasileiras e internacionais, afinal, o contágio pelo Coronavírus é muito semelhante ao da gripe comum e ao de outras doenças respiratórias.

Sendo assim, aumentar o rigor na limpeza do ambiente de trabalho e instituir políticas de higiene protetivas para fazer qualquer tipo de atendimento é muito importante no combate à doença.

4. Implemente o home office

O trabalho remoto é uma solução lógica para manter a produtividade dos negócios e governos em períodos críticos.

Após as orientações de isolamento divulgadas pela OMS, os benefícios e potenciais dessa modalidade de trabalho passaram a ser amplamente discutidos, principalmente nas áreas de TI, Marketing Digital e até na administração pública.

5. Seja flexível e aberto às negociações

Nenhum de nós estava preparado para as mudanças, mas a flexibilidade e negociação são passos principais para que seus clientes compreendam como o seu negócio está se adaptando e inovando nesse momento.

Ampare colaboradores, parceiros e clientes prejudicados.

A pandemia também tem levantado questões sobre suas implicações no grande número de trabalhadores autônomos e informais que dependem das plataformas de economia compartilhada.

Por exemplo, veja como você pode apoiar e ajudar na divulgação de parceiros,  para que juntos consigam continuar com as vendas diante deste cenário.

Como estruturar uma estratégia para atingir os consumidores?

Neste momento, o uso do digital tem aumentado muito, por isso, para empresas de pequeno porte é uma oportunidade de continuar vendendo com uma estratégia online.

  1. Continue postando e mantendo sua presença digital nas redes sociais; 
  2. Crie listas e roteiros de venda para trabalhar com e-mail marketing e canais como o Whatsapp ou Telegram;
  3. Produza conteúdos de valor. O seu conteúdo deve ajudar as pessoas;
  4. Faça lives nas redes sociais e estreite os laços com os seus clientes;
  5. Seu negócio precisa se posicionar neste momento;
  6. Tenha estratégias de persuasão como a exclusividade e a reciprocidade, que são gatilhos mentais importantes. Quanto mais conteúdo você oferece nas redes sociais, quanto mais você ajuda as pessoas, mais as pessoas vão ter uma dívida de gratidão e quando tudo isso passar, você será ‘Top of Mind’ do cliente;
  7. Trabalhe todo dia como se fosse Black Friday. Estoque parado é prejuízo!;
  8. Não se esqueça da constância. Poste uma vez por dia nas suas redes. Deixe o seu site atualizado!;
  9. Simples é mais do que perfeito. Essa crise é uma oportunidade de aprendizado e para inovar o seu negócio;
  10. Desacelere! Aproveite para estar mais próximo da sua família. Ter tranquilidade vai te ajudar a enxergar novas possibilidades de negócio.
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Estudar mercados

A urgência de evitar a disseminação do coronavírus pelo mundo fez com que ele se tornasse pauta em todos os lugares, da internet à televisão. Com o tempo, a tendência é que haja uma saturação. Este será o momento com mais oportunidades para o digital.

E pensando nisso, nada melhor do que estudar o mercado de forma simples e eficiente. Para isso separamos alguns passos para você seguir:

  • Definir as perguntas a serem respondidas com o estudo;
  • Identificar o público-alvo e segmentá-lo;
  • Verificar quais são os concorrentes e as suas principais ações;
  • Apurar a regulamentação sobre o mercado-alvo;
  • Selecionar e desenvolver técnicas para recolher informações (qualitativa ou quantitativa);
  • Coletar as informações e fazer a análise dos dados obtidos;
  • Incluir os resultados do estudo de mercado no plano de negócios.

E a lucratividade?

Neste “novo normal”, muito provavelmente centenas de demandas presenciais serão ainda mantidas no ambiente virtual, por ambas as partes.

Com isso, encontrar alternativas para manter o negócio funcionando é muito importante neste processo, evitando que a crise econômica faça a sua empresa fechar.

Veja aqui, as melhores práticas para adaptar ao seu negócio durante a pandemia e seguir no “novo normal” que espera todos nós.

Estabeleça metas e desafios para atingir o consumidor no novo cenário

Para continuar conversando com o seu consumidor, nada melhor do que criar uma estratégia de comunicação.

Liste ações que podem ser realizadas para que o atendimento seja o melhor possível, com explicações sobre os produtos/serviços, formas de entrega e pagamento.

Para isso, estabeleça metas e desafios do seu negócio neste novo cenário. Nossa dica é fazer uma análise SWOT da situação que sua empresa se encontra para avaliar as oportunidades, ameaças, forças e fraquezas.

Essa ferramenta vai dar mais clareza,  para analisar o mercado e o seu negócio e definir quais são as melhores ações para você realizar neste momento.

Lembre-se que a parte contábil e administrativa são importantes para uma boa gestão e para que o seu negócio não afunde. Clique aqui para saber como nossa equipe pode te ajudar neste momento de mudança de consumo e no novo cenário do mercado. 

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