Tudo o que você precisa saber sobre um ecossistema empreendedor

| Atualizado em 09/12/20 | 9 minutos de leitura

Não é por acaso que o conceito de ecossistema de empreendedorismo vem de um termo da Biologia. A interdependência entre os seres vivos explica todas as relações com o meio ambiente e as circunstâncias vividas.

Com o ecossistema empreendedor a ideia é parecida, provavelmente a principal diferença esteja relacionada com a necessidade predatória. Enquanto um ciclo de valor na natureza precisa eliminar o outro para sobreviver, os humanos podem se beneficiar do mutualismo. 

Descubra como criar ou entrar em um ecossistema empreendedor, além disso como funcionam os negócios em rede e as vantagens de um trabalho associativo.

O que é e quem influencia em um ecossistema empreendedor

O ecossistema empreendedor ou de inovação é um ambiente amigável para o surgimento de novas empresas. Ele é formado pelos mais diversos agentes do empreendedorismo sobre a influência dos mecanismos regulatórios ou características de mercado, buscando o desenvolvimento do negócio.

 A interconexão é baseada em confiança, equilíbrio e dinamismo. Veja alguns agentes que possuem um papel recorrente e relevante:

  • Empreendedor: maior poder de influência no ecossistema, viabiliza novos negócios para gerar desenvolvimento econômico, tecnológico e social;
  • Investidores: permitem o acesso a capital para o crescimento do negócio;
  • Aceleradoras: investimento nem sempre financeiro, oferecem mentoria para ajudar a direcionar e encontrar o mercado, além de buscar investidores;
  • Incubadoras: normalmente vinculadas a universidades, acolhem empresas e oferecem espaço físico e capacitação;
  • Universidades: capacitação aos empreendedores, além de ajudar no potencial tecnológico da região;
  • Governo: impulsionam o ecossistema por meio de programas, políticas específicas ou apoio (financeiro, comunicação e visibilidade);
  • Organizações setoriais:  Sebrae, Federações da Indústria ou do comércio ajudam a criar e viabilizar programas de integração com outros ambientes econômicos;
  • Comunidade: participa das ações e da cultura de empreendedorismo se beneficia em vários níveis, como opção de carreira.

A abertura de uma empresa em um ecossistema empreendedor não é garantia de sucesso, no entanto pode representar algumas vantagens na empreitada. 

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Qual a importância de pertencer a um ecossistema empreendedor

O empreendedorismo pode transformar a vida de muitas pessoas, sem contar os fundadores do negócio. Além das percepções práticas, estudos econômicos pelo mundo comprovam a ligação entre a criação de empresas e o aumento da quantidade de postos de trabalho e a expansão do PIB.

Em um universo de redes de colaboração, as chances de sucesso tendem a aumentar com o estímulo ao desenvolvimento empresarial e a inovação. Um dos exemplos mais conhecidos é o caso do Vale do Silício, em São Francisco (EUA). O local atrai empresas dentre as maiores do mundo, também é responsável pela criação de muitas tecnologias. 

O modelo não deve ser apenas uma réplica, antes é fundamental uma avaliação das características locais. A verdade é que cada região tem a sua própria história. No Brasil, existem alguns exemplos de ecossistemas empreendedores inspirados no Vale do Silício com particularidades da região.

Um deles é o San Pedro Valley, em Belo Horizonte. A comunidade surgiu em 2011, durante encontros informais dos empreendedores das startups Beved, Deskmetrics, Everwrite e Hotmart.

Como criar um ecossistema empreendedor

Uma das primeiras necessidades de um ecossistema empreendedor é entender as condições locais para o seu desenvolvimento. Depois desse molde, os projetos de inovação e solução para serem alavancados dependem muito de aprendizados específicos.

A preparação começa com muitos estudos. Os ensinamentos podem ser adquiridos de diversas formas e existem muitas teorias comprovadas e validadas na prática que servem como inspiração. 

Entre tantas, a teoria Boulder é uma delas. De autoria do americano Brad Feld, ela é resultado de sua experiência de mais de 20 anos como empreendedor. Para compartilhar os seus erros e acertos, ele criou algumas regras para as comunidades darem certo. 

Ao todo, são quatro princípios fundamentais detalhados no livro Startup Communities: Building an Entrepreneurial Ecosystem in Your City (Comunidades de Startups: Construindo um Ecossistema Empreendedor na sua Cidade, em português).

  • Liste quem pode fazer parte do projeto, não tente fazer tudo sozinho;
  • Tenha disponibilidade para se dedicar;
  • Tenha uma filosofia de inclusão para que todos participem dividindo ideias e experiências;
  • Promova eventos para engajamento.

Outro exemplo relevante é a exposição de Fernando Fabre, ex-presidente da Endeavor Global, no Tedx Talks. Na ocasião, ele trouxe casos de sucesso de diferentes partes do mundo sobre empreendedores determinados que conseguiram criar um ecossistema empreendedor.

No Brasil, existem alguns programas que ajudam a desenvolver o ecossistema empreendedor, entre eles: Bizcool, Fiemg lab,  INBATE. 

Como entrar em um ecossistema empreendedor

Para entrar em um ecossistema empreendedor é importante: atitude empreendedora. O contato com outros empreendedores, troca de dicas e informações e participar de eventos são alguns dos comportamentos para se conectar.  

A boa notícia é que como os espaços são liderados e produzidos por diferentes agentes, o ecossistema pode ser frequentado por qualquer pessoa que deseja participar. Os ambientes têm estrutura para atrair novos participantes e interessados que desejam fomentar de alguma forma. Google Campus, SEED-MG, Impact Hub e muitos coworks funcionam dessa forma.

Antes de entrar em um ecossistema empreendedor, é importante ter clareza quanto ao objetivo da empresa. No caso, a ideia é participar de um processo de inovação ou criar valor a partir de um setor de mercado existente.

O próximo passo é descobrir de onde vem a dependência para criar ou capturar valor. Por último, identificar as regras. Lembrando que os ecossistemas existem para entregar uma solução para algum problema e necessidade da sociedade.

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Quais são os negócios que funcionam em rede

Cooperação ou associativismo essas são algumas das formas para se referir aos negócios que funcionam em rede, as conhecidas centrais de negócios. As empresas costumam se juntar para ganhar competitividade e poder de barganha, entre outros benefícios. 

É comum a estratégia ser utilizada por empresas de pequeno e médio porte de um mesmo setor para negociar melhores preços e condições com grandes fornecedores. O Sebrae tem uma publicação que evidencia dez casos de sucesso de negócios nessas condições. 

Como administrar uma central de negócios

Para usufruir dos benefícios de uma central de negócios é necessário que haja uma modificação no gerenciamento de toda a operação. A adequação e funcionamento eficiente exigem uma série de reuniões para decidir as estratégias e ações, com foco além da redução de custos. 

Como em qualquer processo associativo, a confiança mútua entre os participantes é outro elemento fundamental para o sucesso da administração. Outro ponto para levar em consideração é a parte tributária, com alguns aspectos específicos, como várias possibilidades de atuação das associações e tributos com legislações diferentes nos vários níveis de governo (federal, estadual e municipal).

Para facilitar e ajudar nessa operação é importante ter um serviço de contabilidade. Agora, se estiver pensando em criar uma central de negócios do zero, confira o roteiro criado pelo Sebrae sobre o assunto. 

Como a relação ganha-ganha pode ajudar na construção de parcerias

A expressão “ganha-ganha” significa que em uma negociação ninguém perde, todos ganham. É uma experiência que pode ser vivenciada em ecossistemas empreendedores. Na prática, existe uma sintonia entre o empreendedor, fornecedores e outras empresas. Todos devem e podem expor de forma oportuna os seus pontos de vista, sem espaço para julgamentos de comportamentos.

Dessa forma, nenhuma opinião contrária é motivo para conflito, tudo representa respeito e aprendizagem. Por exemplo, se existe alguma discordância com o fornecedor, a responsabilidade é mútua, por isso existe um trabalho para melhorar qualquer situação adversa. Uma mudança de fornecedor é uma saída que acontece em último caso.

Como obter investimento para o seu negócio em um ecossistema empreendedor 

Como mencionado antes, existem vários agentes públicos e privados que podem ajudar no desenvolvimento do ecossistema empreendedor seja por meio de mentorias ou investimento financeiro. 

Dentre as opções, as incubadoras e aceleradoras acabam sendo uma grande rede de apoio quando se fala em capital ou orientação para começar ou expandir os negócios. Para conseguir o apoio delas é preciso procurar as que estão com processos abertos, entender o foco e verificar a compatibilidade com o empreendimento em questão.

O Startups and Entrepreneurship Ecosystem Development (SEED), em Minas Gerais e o BrazilLAB, em São Paulo são exemplos de  projetos que oferecem recursos para o surgimento e o crescimento das empresas. 

Os investidores são outra possibilidade para alavancar as empresas. Eles são muito influentes por darem acesso a capital, mas dependem dos empreendedores para realizar os seus resultados. Para cada porte de investimento existe um perfil de investidor e parâmetros específicos, alguns deles são:

  • Investidor anjo: apostam em startups ainda no início;
  • Investimento coletivo: sites que abrem espaço para que projetos inovadores consigam investimento, também conhecidos como crowdfunding;
  • Venture Capital: investem em startups já consolidadas.
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Como obter crédito para o seu negócio em um ecossistema empreendedor 

As linhas de crédito em instituições financeiras podem ser uma opção para preservar os recursos próprios para capital de giro e financiar máquinas e equipamentos. Para essa possibilidade é importante um bom histórico de relacionamento com as organizações.

Antes de buscar o empréstimo ou financiamento, faça uma pesquisa para identificar o que melhor se adequa ao projeto. Um planejamento bem estruturado viabiliza a capacidade de pagamento. Você pode considerar alguns pontos, entre eles: 

  • Identifique a necessidade de crédito;
  • Busque informações e escolha a instituição financeira;
  • Analise os fatores de restrição;
  • Elabore um plano de negócios.

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Vitor Torres - CEO e fundador da Contabilizei

Escrito por:

Vitor Torres - CEO e fundador da Contabilizei

Vítor é Administrador de Empresas, Empreendedor Endeavor, CEO e fundador da Contabilizei, o primeiro e maior escritório de contabilidade online do país. Vítor lidera a maior inovação da indústria contábil das últimas décadas ao levar a contabilidade de pequenas empresas para o mundo digital. Atualmente, Vítor lidera mais de 400 fanáticos em contabilidade que impactam positivamente a vida de mais de 20.000 empresários no país.

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