Como fazer um plano de negócios? Descubra tudo o que você precisa

| Atualizado em 17/06/21 | 14 minutos de leitura

Planejamento e bons negócios andam juntos, isso todo mundo sabe. A questão é que, assim como cada um tem seu próprio jeito de caminhar, cada um também se adapta a um método diferente de planejar suas ações empresariais. 

É por isso que, conhecendo a extensa diversidade do intelecto humano, pesquisadores vêm inovando e mostrando ao mercado que a organização das ideias também pode ser uma coisa bacana – e não precisa estar ancorada somente em processos de escrita, por exemplo (que dão medo em muita gente). 

Um dos grandes aliados do planejamento empresarial, o plano de negócios, está com várias caras e formatos. E, nessas versões novas, o documento ganha atratividade para novos públicos, e segue respondendo às perguntas sobre o que precisa ser feito para a empresa decolar.

Conheça neste artigo alguns tipos de plano de negócios e surpreenda-se com a facilidade da ferramenta. 

O que é um plano de negócio? 

Um bom plano de negócios é aquele que responde, no formato em que for proposto, perguntas sobre como a empresa está organizada, sobre seus clientes, fornecedores, e ainda sobre as estratégias que poderão ser utilizadas para ganhar mercado e manter o negócio em um bom patamar. 

Como fazer um plano de negócios – passo a passo

Agora que você já sabe o que é um plano de negócios para a sua nova empresa, agora é o momento de evoluir para a construção de um. Mas não se preocupe. O plano de negócios sempre é proporcional ao tamanho do seu negócio e aos desafios que você está se propondo.

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Um plano de negócios consistente para sua empresa, deve ter pelo menos as seguintes etapas: 

1. Sumário executivo

O sumário executivo é a primeira parte do seu Plano de Negócio, mas a última a ser elaborada. Nele, você vai resumir a descrição do seu empreendimento e o diferencial dele no mercado; a missão do seu negócio; a descrição do perfil dos empreendedores e dos empregados; quais serão os produtos, serviços e os principais benefícios; quem são os seus potenciais clientes; a localização – se existir uma sede física; qual o investimento total; a forma jurídica e o enquadramento tributário.

2. Análise de Mercado

Com a análise de Mercado, você vai entender quem são seus clientes e como está a concorrência. Esta é uma das partes fundamentais do seu planejamento e da sua pesquisa, pois através dela irá compreender melhor os aspectos importantes do mercado no qual você irá atuar. 

3. Análise da concorrência

É muito importante ficar de olho nos concorrentes. Um passo importante nessa análise é verificar os pontos fortes e fracos e comparar com o que você está planejando para o seu empreendimento. 

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4. Análise de fornecedores

Os seus fornecedores são aqueles que darão o aporte de matéria prima ou serviços  necessários para o funcionamento do seu negócio. pesquise e avalie as melhores opções, entenda o momento e capacidade de cada um e estabeleça uma relação próxima, de forma que você tenha sempre prioridade e boas negociações. 

5. Plano de marketing

O plano de marketing irá dar objetividade ao seu negócio, é nele que você descreve as suas entregas para seus clientes. Quais os seus produtos ou serviços que o cliente poderá contar com você com as especificações gerais. Ainda no plano de marketing você detalhará a estratégia de venda dos seus produtos e como você planeja fazer com que chegue até os clientes. 

6. Plano operacional

Esta parte é onde você descreve como o seu negócio irá funcionar no dia a dia. Nele, você irá demonstrar os passos necessários para a venda do seu produto ou para a prestação de serviço da sua empresa. Na prática, você irá responder a seguinte pergunta: Quanto eu consigo vender em um determinado período?

7. Plano Financeiro

No plano financeiro você irá incluir tudo que envolve dinheiro, despesas, investimentos e capital de giro em todas as ações planejadas no Plano. Para escrever o plano financeiro, pense no custo de tudo que você já escreveu até agora: Matéria-prima, fornecedores, equipamentos, estabelecimentos físicos, domínios e hospedagem de lojas online, salários, marketing, etc. O resultado disso tudo, apresentado em números, será o seu Plano Financeiro. Com ele, você terá uma noção do investimento total do seu empreendimento. 

Qual a importância do Plano de Negócios para o empreendimento?

O Plano de Negócios tira a ideia da cabeça e leva para o papel. É o segundo passo quando alguém está montando um negócio novo: primeiro vem aquela ideia bacana sobre um serviço ou produto a ser lançado no mercado, depois vem o plano de negócios para responder se esta proposta é viável ou não. O empreendedor é também um visionário, um sonhador: e aquilo que está lá na visão dele ganha ares de realidade quando transformado em plano de negócios. 

-> Confira 8 ideias de negócios inovadoras para você se inspirar 

Embora possa parecer até enfadonho para os empreendedores mais jovens, pense bem: não é mais fácil reunir todas as informações disponíveis sobre o seu negócio, especialmente sobre um projeto de empresa nova, em um só lugar?

A intenção de se montar um plano de negócios é justamente colocar luz a todas as etapas e tópicos que fazem parte da avaliação e da montagem da empresa. Ao colocar essas informações em um documento, o empreendedor pode identificar com mais clareza as dificuldades que poderá enfrentar, e também avaliar se os pontos fortes do seu negócio estão de acordo com suas expectativas.

É comum encontrar, através da montagem do plano de negócios, dúvidas sobre as quais o empreendedor nem tinha pensado ainda: quantos funcionários serão necessários, como vai ser feita a entrega do produto, que valor será cobrado por cada serviço. As perguntas são muitas, e é essa a hora de aparecerem mesmo, para que possam ser amenizadas quando a empresa estiver funcionando. É por isso que é uma ferramenta que tem a cara do sucesso: fica mais factível o que pode e deve acontecer com o negócio quando olhamos para todos esses pontos.

Como comentamos na introdução deste artigo, o conhecimento está sempre em evolução e já sabemos que há diversos tipos de aprendizado. Como o plano de negócios é uma ferramenta que exige esforço do empreendedor, ele mesmo, para que as coisas funcionem, o ideal é encontrar uma ferramenta que permita a montagem do plano de acordo com o perfil do empreendedor.

O mais importante é que, depois de escolhida a ferramenta, o empresário possa inserir informações relevantes e descobrir o que ainda falta saber para dar solidez à proposta de negócios. Saber, por exemplo, se existe clientela suficiente para que o projeto se sustente depois de funcionando faz parte do planejamento estratégico de vendas. Mas os modelos vão muito além disso: há campos para saber quem estará apoiando o negócio, quais são os concorrentes diretos e indiretos, quais serão os desafios do empreendimento. Lembre-se: nenhuma informação é irrelevante. 

Depois de bem estruturado, pensado, cuidado… O plano de negócios está verdadeiramente pronto para seguir seu rumo: ajudar você a abrir sua empresa como sempre quis, ou mesmo indicar um caminho de inovação ou expansão em um negócio que você já tem. 

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Para que serve o Plano de Negócios?

Para muita gente está claro que para a abertura de empresas trata-se de ferramenta essencial, mas o plano de negócios também pode, e deve, ser utilizado para planejar as grandes mudanças que a empresa pode sofrer. Por exemplo, em uma indústria de cosméticos, quando o empreendedor resolve criar uma nova linha de produtos, é importante haver planejamento das ações. Os passos da modificação da empresa, para que comporte a manufatura e a comercialização desta nova linha, podem ser estudados, também, em um plano de negócios bem feito. 

Outro ponto que reflete a importância do plano de negócios é justamente a avaliação financeira da empresa. É neste momento que o empresário decide onde irá buscar os recursos para colocar em prática o que está desenhado, seja para iniciar a empresa, para ampliá-la ou inovar. Se o empreendedor já tem um bom planejamento financeiro, esta etapa será vencida com facilidade. Faz parte deste momento, de estruturação do negócio, avaliar concretamente os aspectos financeiros, justamente para manter em dia este aspecto que é tão crucial para todo bom negócio: a saúde financeira. 

É interessante que, além de ser um documento que é um mapa para o próprio empreendedor, há uma série de relações que demandam que o plano de negócios seja compartilhado. É o caso de alguns tipos de linhas de crédito bancárias, onde é solicitado o plano daquela empresa para avaliar a viabilidade deste financiamento. Não é diferente com as startups que buscam investidores: é preciso entregar o tema de casa, um bom plano de negócios, para dar segurança a quem tem interesse em trazer dinheiro para a empresa. 

Como fazer um plano de negócios online? 

O modelo tradicional de plano de negócios vai contar com uma série de itens a serem informados, como se fosse mesmo um trabalho de faculdade, bastante informativo. O legal é que hoje já existem uma série de ferramentas online que fazem as perguntas certas para montar o seu documento – é claro que as respostas são originais suas. 

O SEBRAE, que é gerador de uma série de materiais para ajudar pequenos empreendedores, conta com bastante material nesse sentido, esmiuçando o que você precisa buscar de informação na composição do plano de negócios

Optando ou não por montar o documento online, o crucial do plano de negócios é o levantamento de informações. Entre os dados que você terá de levantar estão informações do ambiente externo do negócio, onde você identifica ameaças e oportunidades para o que está criando. Além disso, constam etapas de planejamento de marketing e, claro, finanças. 

A busca pelas informações ganha força com o compartilhamento de dados dos diversos setores pela internet. É muito mais fácil ter ideia de quanto determinado tipo de negócio é demandado quando se pode utilizar o buscador de internet para isso. 

A parte de marketing vai abordar a conexão entre o seu negócio e os clientes. Hoje em dia não podem ficar de fora as investidas no Marketing Digital, e por isso mesmo aparecem aqui tanto os investimentos na comunicação quanto as definições estratégicas de posicionamento da marca. 

Como já comentamos antes, a saúde financeira da empresa é crucial tanto na abertura quanto para investir em novos negócios. E esse é um dos requisitos mais essenciais: afinal, de onde o empreendedor pretende conseguir o capital necessário para abrir a empresa? Não existe mágica, mas mesmo quem não tem dinheiro no bolso encontra alternativas viáveis, especialmente quando as ideias são boas e o planejamento bem feito. 

Além de considerar o capital para investimento, o plano de negócios vai responder em quanto tempo o empreendedor terá retorno do que foi investido, considerando o potencial da empresa em gerar recursos com suas atividades. É mais ou menos assim: investindo R$10 mil em uma lanchonete de atendimento por delivery, em quantos meses o empresário terá esses mesmos R$10 mil disponíveis novamente? Pense bem: é uma resposta extremamente importante, e decisiva para dar seguimento a implantação ou não. 

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Como montar um plano de negócios Canvas?

O Business Model Canvas, que em português seria o “quadro de modelo de negócios”, trata-se de uma grande ferramenta para planejamento estratégico, usada inclusive para organizar visualmente um plano de negócios.

A ideia da utilização da técnica Canvas para ações empresariais foi trazida por volta dos anos 2000 pelo pesquisador Alexander Osterwalder, como uma evolução de modelos anteriores estudados. E esta é uma daquelas “invenções” da academia que terminam por ganhar o coração do mercado: a aplicação foi realmente interessante e chamou a atenção de quem está de fato desenvolvendo projetos e negócios. 

A palavra “canvas” em inglês designa a tela de pintura, o quadro em branco. E o modelo apresenta justamente isso: um quadro em branco onde o empreendedor vai organizar as suas ideias. 

No quadro desenhado por Alexander, o empreendedor insere informações que, somadas, permitirão identificar quais daqueles pontos estão sendo atendidos e quais precisam de atenção. Confira abaixo cada um dos quesitos levantados no modelo Canvas:

1. Valor

Quais entregas a empresa fará? Quais valores estão envolvidos nesta entrega?

2. Segmento de Clientes

Aqui pode-se ir mais ou menos fundo: hoje em dia é possível estratificar a clientela de diversas formas. Idade, classe social e profissão são alguns dos quesitos tradicionais de classificação, mas é possível observar dados como perfil de compra, lugares que frequenta ou engajamento em redes sociais para identificar o cliente também. 

3. Os Canais

Aqui entra a comunicação como um todo: desde o primeiro contato com a empresa através de uma rede social até a logística de entrega do produto final. 

4. Relacionamento

O empreendedor pode refletir e definir aqui sobre como será a interação com os clientes, olhando para os canais que definiu. As duas etapas são feitas em conjunto pois são complementares. 

5. Atividade chave

A intenção aqui é definir claramente o que é o mote principal do negócio, que vai permitir que se entregue o Valor definido.

6.  Recursos chave

Aqui vão entrar todos os equipamentos, o desenho de cargos para funcionários a serem contratados, os sistemas necessários: todos os recursos que darão capacidade para a empresa fazer o que se propõe.

7. Parcerias Chave

Entram fornecedores ou outros agentes associados ao negócio. Aqueles parceiros sem os quais o negócio não acontece, mesmo que os outros pontos estejam cobertos.

8. Fontes de Receita

Vistos o Valor que será entregue, os Clientes e toda a estrutura, é necessário entender como a oferta do serviço ou produto gerará retorno para o negócio. Parece óbvio pensar nisso quando alguém vende um produto simples, como um bolo que é entregue em troca de certa quantia em dinheiro. As coisas podem, no entanto, ser bem mais complexas: serviços de Startups muitas vezes precisam de atenção nesse quesito para serem efetivamente rentáveis. Que valor é, de fato, obtido por um jogo online gratuito ou por uma plataforma de conexão entre usuários e empresas? Cada negócio precisa de um modelo claro. 

9. Estrutura de Custos

Neste ponto são inseridos os valores necessários para o funcionamento de tudo o que está proposto nas outras etapas do Canvas. 

Como você percebe, há muitas similaridades com o processo de plano de negócios tradicional. O importante é escolher o modelo mais adequado às suas necessidades e modelo de pensamento – e utilizar o planejamento a seu favor.

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Guilherme Soares

Escrito por:

Guilherme Soares

Guilherme é engenheiro formado pela Universidade de São Paulo com mestrado em administração de empresas pela London Business School. Guilherme atuou como consultor de estratégia de negócios na Bain & Company e liderou áreas de estratégia comercial e produtos na Latam Airlines Cargo e Cielo. Iniciou na Contabilizei em 2018.

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