Empreender aos 50 anos: Nunca é tarde para começar, aposentadoria e dicas

| Atualizado em 02/12/20 | 9 minutos de leitura

Dizem que há certos marcos de idade que fazem diferença na carreira das pessoas. De fato, como a experiência vem com o tempo, em certo momento não é preciso mais falar sobre isso nas entrevistas – ninguém duvida que você realmente tem bagagem. 

Mas e quando essa bagagem não te ajuda? A partir de um determinado momento de vida, é bastante difícil conseguir uma promoção ou progredir na carreira – é como se fosse o estágio final que você consegue atingir. Mudar de emprego então se torna um pesadelo – as oportunidades são poucas e você acaba estagnado.

O que fazer então quando, já depois dos 50, você não quer ficar estagnado, ainda está em busca de novos desafios? A solução é empreender. Sim, utilizar sua experiência em um negócio próprio é viável e te permite aproveitar vantagens que só quem tem esse perfil apresenta.

Ser empreendedor depois dos 50 anos 

Empreender quer dizer construir as próprias oportunidades. Então, como é você mesmo que está montando o seu caminho, não importa idade ou qualquer outra característica – a proposta é sua e o desenvolvimento dela também. 

Mas é importante pensar em qual tipo de negócio você quer montar e trabalhar com profundidade o planejamento das ações para que isso aconteça de acordo com o que você espera.

Alavancar um negócio precisa de investimento financeiro e também de tempo, no sentido de promover algum tipo de pesquisa e organização para que a empresa que você está montando seja voltada para o sucesso. Temos certeza de que se for dar esse passo você terá refletido muito, mas o pensamento direcionado no plano de negócios é o mais valioso para dar o passo certeiro no mundo do empreendedorismo. O plano de negócios traz algumas perguntas que, enquanto você vai respondendo, elucidam se o caminho que você escolheu está de acordo com a realidade ou não – se está mais pendente para dar certo ou errado essa sua investida.

Mesmo tendo experiência de vida, muitas vezes o profissional não atuou nenhuma vez como gestor ou não esteve naquele ramo de negócios no qual opta por abrir a empresa, então tudo é bastante novo e pede atenção.

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Como ter uma segunda carreira

É claro que os empreendedores acima dos 50 estão preocupados com o tempo também, assim como com o dinheiro. Ninguém quer viver somente para o trabalho depois de já ter dado duro por um longo período – montar um negócio para quem está nesta faixa etária tem que ser também um prazer, uma conquista.

É nesse sentido que podemos pensar que quem está buscando essa opção deve pensar primeiro nos tipos de negócios que estão alinhados com o seu perfil. Talvez você queira investir agora em uma atividade que durante longo tempo na sua vida foi um lazer; talvez você tenha desejo por novos conhecimentos, e queira montar sua empresa em um modelo que você nunca ouviu falar e agora quer estudar. Tudo depende do seu perfil e das atividades que está disposto a fazer. 

Outra opção que aparece com frequência é a intenção de montar um negócio que possa ser lucrativo e onde o empreendedor faça gestão mas não tenha muito envolvimento operacional – e é para esse perfil que as franquias estão direcionadas. Atenção aqui ao fato de que, mesmo que a franquia lhe entregue uma série de processos desenhados, você ainda terá um montante de trabalho para gerir as pessoas que darão conta das atividades – e isso pode demandar bastante.

Crédito para empreendedor de 50+

Uma das vantagens dos empreendedores que estão nessa faixa etária é que em geral já tem no bolso algum tipo de financiamento próprio, como o resultado da aposentadoria ou das economias que foram feitas durante os períodos anteriores. 

De qualquer forma, é possível buscar recursos para sua empresa, dinheiro que está disponível nas instituições de crédito para financiar os novos negócios. Esse crédito está atrelado a algum grau de burocracia, uma vez que os bancos que emprestam o dinheiro querem saber se estão investindo em um negócio que terá capacidade de retornar o valor para eles – e aquele papo sobre o plano de negócios também ajuda nisso, porque responde algumas perguntas que o banco fará.

Para além disso, muitas pessoas e empresas vem utilizando uma maneira criativa de se financiar: os financiamentos coletivos. Nesse caso, você vai disponibilizar sua ideia de negócio em um site de financiamento coletivo e as pessoas podem doar valores para que você receba o montante que está solicitando. Se o seu projeto é inovador e tem apelo comercial, pode ser uma boa sacada.

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Como recomeçar depois de se aposentar

É legal poder pensar no processo de abertura de empresa como um segundo tempo, porque muita gente está fazendo nesta etapa uma carreira profissional completamente nova, às vezes tendo até já se aposentado de uma primeira. 

E diferente do primeiro tempo, em que valia muita coisa que talvez não fosse tão bacana pra você, no segundo tempo é a decisão do jogo – então você até pode errar, mas tem que mirar em uma proposta de negócio que tenha muito, muito a ver com o seu perfil – e é isso que vai ajudá-lo a realizar mais esse sonho.

Quando você já está aposentado e recebe um valor mensal que garante um sustento, mesmo que básico, empreender fica um pouco mais simples, uma vez que você pode fazer as coisas com calma e foge do empreendedorismo por necessidade – aquele de quem não tem nenhuma alternativa financeira e está correndo contra o tempo para poder colocar comida na mesa.

Os aposentados, em geral, são uma grande segurança também para as famílias, e por isso mesmo costumam envolver outros familiares quando criam seus empreendimentos. Uma dica valiosa é aproveitar os recursos humanos da família, mas colocá-los na posição certa: se você tem um filho padeiro, ele poderá ser o padeiro no seu negócio, mas evite colocá-lo para executar tarefas que ele nunca fez – isso pode trazer problemas não só para o negócio como também para a vida familiar de vocês.

Negócios para empreendedores de 50+

Engana-se quem pensa que os empreendedores depois dos 50 anos investem somente em opções tradicionais. Pelo contrário. Muitas vezes as mudanças na economia provocadas pelo tempo acabam por abrir portas para que os negócios mais inovadores apareçam – mesmo que esse tipo de negócio tenha sido pensado anos atrás ainda de forma inviável.

Temos alguns empreendedores famosos que somente começaram seus negócios depois dos 50 anos. É o caso de Ray Kroc, do McDonald’s, que começou a rede de franquias da marca já com 52 anos (e cuja história completa você pode ver no filme Fome de Poder). Ray é um exemplo clássico de profissional que estava cheio de ideias e boa vontade – e soube perceber uma oportunidade que nem mesmo os criadores dos processos da famosa lancheria identificaram.

É disso que estamos falando – as ideias podem ter diversos caminhos, mas a realização em forma de negócio é possível, com organização e determinação. 

Pensando que a experiência que você adquiriu nas suas atividades profissionais anteriores possa ser aproveitada, há a opção também de criação de uma empresa de treinamento ou de consultoria. Esse pode ser um bom caminho se você é feliz com o rumo profissional que tomou na vida, e pode ser bastante lucrativo também.

Como abrir empresa depois da aposentadoria

O procedimento para abrir empresa com sócios que já se aposentaram é o mesmo feito para abertura quando os sócios não estão nesta condição. O que pode mudar é que a retirada de pró-labore da empresa exige contribuição ao INSS, então mesmo aposentado você fará essa contribuição também.

O único caso que indica algum tipo de prejuízo ao aposentado na abertura de um negócio é quando esta aposentadoria é feita por invalidez: considerando que o Estado está arcando com o valor da pensão em função de uma dificuldade do profissional, se esta pessoa aparece como sócio em uma empresa pode vir a ter problemas, até mesmo cessando a aposentadoria.

Mesmo o tipo de empresa MEI (Microempreendedor Individual), que conta com diversas vantagens e redução nos impostos, não tem restrição na abertura por aposentados. Essa é uma boa opção para quem está pensando na abertura da empresa como complementação de renda: embora o MEI tenha limitação de faturamento de R$81 mil ao ano, comporta bem alguns tipos de negócios individuais.

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Foque no seu negócio e busque assessoria

Como já falamos desde o início do texto, ao fazer o planejamento do seu negócio e conhecer seu perfil de trabalho, identifique também em quais áreas você irá se dedicar e quais você buscará apoio externo.

Por exemplo, para a própria abertura da empresa é preciso uma série de trâmites burocráticos – e se você não tem intimidade com isso, pode ser vantajoso contratar um apoio. 

Além disso, há processos financeiros, de gestão de pessoas, de logística, jurídicos. Para todos esses escopos você pode tomar a decisão de fazer um investimento e respaldar-se com profissionais de cada área ou abraçar por si mesmo as tarefas: considere com atenção as opções para não se sobrecarregar.

Lembrando sempre: o coração do seu empreendimento é você, então há tarefas que não podem ser delegadas e que fazem todo o sentido serem suas mesmo. 

Aproveite o investimento neste novo projeto para também poder conectar-se consigo e identificar oportunidades de crescimento pessoal e profissional – quem está com mais de 50 anos ainda pode surpreender pela capacidade produtiva, às vezes até a si mesmo.

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Vitor Torres - CEO e fundador da Contabilizei

Escrito por:

Vitor Torres - CEO e fundador da Contabilizei

Vítor é Administrador de Empresas, Empreendedor Endeavor, CEO e fundador da Contabilizei, o primeiro e maior escritório de contabilidade online do país. Vítor lidera a maior inovação da indústria contábil das últimas décadas ao levar a contabilidade de pequenas empresas para o mundo digital. Atualmente, Vítor lidera mais de 400 fanáticos em contabilidade que impactam positivamente a vida de mais de 20.000 empresários no país.

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