Como pagar menos impostos como PJ no Brasil?

Como pagar menos impostos como PJ no Brasil?

Os impostos para PJ no Brasil variam de acordo com o faturamento da empresa, o CNAE (atividades) e o Regime Tributário escolhido. No Simples Nacional, o valor dos impostos variam de 4% a 33%, enquanto no Lucro Presumido a alíquota média é de  16,33%. Já no Lucro Real, os impostos variam entre 20% e 35%.

Para pagar menos impostos como PJ, é possível usar estratégias como: 

  • Escolher o regime tributário mais vantajoso e econômico (Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real);
  • Escolher o código CNAE (atividade econômica) adequado para empresa;
  • Fazer um planejamento tributário para acompanhar o valor e a frequência dos impostos, entendendo onde é possível economizar dentro da lei; 
  • Utilizar o cálculo do Fator-R (no caso empresas de serviços do Simples Nacional enquadradas no Anexo V) para reduzir os impostos de a partir de 15,5% para a partir de 6%; 
  • Fazer um controle financeiro; 
  • Entregar as declarações da sua empresa no prazo; 
  • Acompanhar o calendário tributário e fiscal disponibilizado pelo governo; 
  • Entre outros.

Aqui na Contabilizei, temos especialistas preparados para apoiar no planejamento tributário da sua empresa, analisando as características do seu negócio e indicando qual é o melhor caminho para economizar de forma segura e legal. Saiba mais!

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Quanto de imposto um PJ paga?

A maioria dos profissionais PJ pagam entre 9% a 11% de impostos no total. Esse valor vale para qualquer profissional PJ que esteja enquadrado no Simples Nacional.

De um modo geral, o valor do imposto PJ Simples Nacional é de 9,3%, sendo 3,3% do INSS e 6% do próprio Simples, considerando o Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF) único.

Além disso, uma outra possibilidade no regime tributário do Simples Nacional é o MEI (Microempreendedor Individual). O MEI é o modelo empresarial mais simples e com a menor carga tributária. Aqui, o valor dos impostos pagos mensalmente é fixo e varia de R$ 82,05 a R$ 87,05 dependendo da atividade do empreendedor

No Lucro Presumido, com um faturamento de até R$187.500,00 por trimestre, os impostos são de 11,33% da parte federal mais o ISS, que pode variar de 2% a 5%. A soma destes valores resulta em uma alíquota média que varia de 14,08% a 17,08%.

Mas vale lembrar que contar com um contador especialista é fundamental para fazer as melhores escolhas tributárias. Entre em contato com a Contabilizei e saiba como podemos te ajudar.

Quais as diferenças de tributação entre pessoa jurídica e CLT?

Confira as principais diferenças de tributação e a forma de atuar como CLT ou PJ:

CritérioCLTPessoa Jurídica (PJ)
Carga tributáriaMaior. Ou seja, quem trabalha como CLT paga mais impostos (inclusive,  o custo de um funcionário para uma empresa é praticamente o dobro do salário pago)Variável. O valor do imposto PJ depende de características da empresa, como porte e regime tributário. Apesar disso, o valor do imposto PJ tende a ser menor
Possibilidade de pagar menos impostosO profissional CLT não tem a possibilidade de pagar menos impostos. Para o celetista, os valores já são recolhidos diretamente na fonte pagadoraO profissional PJ tem a possibilidade de pagar menos impostos. Para isso, o PJ pode usar recursos legais como o cálculo do Fator-R
Salário LíquidoO salário líquido do CLT é menor por conta dos descontos na folha de pagamento. Por exemplo: INSS (Previdência Social), IRPF (Imposto de Renda) e benefícios da empresa contratanteO profissional PJ não tem descontos. Ou seja, o PJ vai receber exatamente o valor que está previsto no contrato, sem descontos PJ
Benefícios garantidosO profissional CLT tem benefícios garantidos, como FGTS, férias, INSS, 13º salário, vale-transporte, entre outrosO PJ não tem benefícios garantidos. A pessoa jurídica não tem direito a benefícios como 13º salário, férias e vale-transporte 
Recolhimento de impostosO CLT tem impostos recolhidos diretamente pela empresa contratante. Assim, o profissional não precisa recolher esses impostos por conta própria, o imposto fica retido direto na fonte pagadora, com desconto desse valor no salárioO PJ tem que recolher os impostos por conta própria, de acordo com o regime de tributação da empresa. Caso não pague esses impostos, o PJ pode arcar com consequências como juros e multas

Importante: desde 1º de janeiro de 2026 entrou em vigor a Lei nº 15.270, conhecida como Reforma da Renda, que determina a isenção do Imposto de Renda Pessoa Física para rendimentos de até R$ 5 mil por mês. 

Exemplo prático: vamos considerar que um profissional CLT ganhe o valor bruto de R$ 7.200,00 por mês. Neste caso, o CLT teria como descontos a Dedução Legal do INSS, no valor de R$ 817,60, e o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) no valor de R$ 826,45, considerando as novas regras estabelecidas pela Reforma da Renda. Com isso, o profissional CLT receberia o valor líquido de R$ 5.555,95 por mês.

Agora, vamos considerar um profissional PJ que também recebe o valor bruto de R$ 7.200,00 por mês e está enquadrado no Anexo III do Simples Nacional. Nesse caso, o PJ recolherá os impostos no DAS no valor de R$ 432,00 (alíquota de 6%) e o INSS de 11% sobre um pró-labore de R$ 1.621,00, no valor de R$ 178,31. Assim, o profissional PJ teria o valor líquido de R$ 6.589,69 após o pagamento dos impostos devidos.

Se você atua como CLT, saiba mais sobre a Reforma da Renda neste artigo:Isenção do Imposto de Renda até 5 mil: o que muda para o profissional CLT e demais pessoas físicas?”. Se você já atua como PJ, saiba mais sobre a lei neste artigo:Isenção de Imposto de Renda até 5 mil: o que muda para o profissional PJ e quem declara dividendos?”.  

Quais impostos um PJ paga no Brasil?

Os impostos que uma Pessoa Jurídica paga no Brasil variam de acordo com o regime tributário adotado: Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real.

Em cada um desses regimes o percentual (alíquota) de imposto varia. De um modo geral, os valores dos impostos que um PJ paga no Brasil são:

  • MEI: taxa mensal fixa que varia de R$ 82,05 a R$ 87,05, dependendo da atividade exercida, considerando impostos como ICMS e/ou ISS, além do INSS;
  • Simples Nacional: varia de 4% a 33%, conforme o faturamento e o anexo da empresa, com alíquotas progressivas para comércio, indústria e serviços;
  • Lucro presumido: a alíquota média é de 16,33% sobre o IRPJ, CSLL, PIS, COFINS e ISS;
  • Lucro Real: varia entre 20% e 35%, dependendo do lucro efetivo da empresa, da receita e da atividade econômica, considerando impostos como IRPJ, CSLL, PIS, COFINS e ISS.

Além disso, o profissional PJ tem outros custos mensais, como:

  • Pró-labore e INSS: o pró-labore é uma espécie de “salário” dos sócios e tem retirada mensal obrigatória para os sócios que prestam serviços efetivamente para a empresa. Sobre o pró-labore, há incidência de 11% destinada à Previdência Social;
  • Contabilidade (online ou tradicional): custo mensal de serviços contábeis para apuração e entrega das obrigações acessórias da empresa. Os valores variam de acordo com o modelo de contabilidade contratada. A contabilidade online costuma ter mensalidades que custam menos de R$ 200 por mês. Já nos modelos tradicionais os custos tendem a ser mais elevados, com mensalidades que podem ultrapassar R$ 2.000,00 por mês. 
  • Certificado digital: é uma espécie de identidade eletrônica da empresa. Tem custo anual ou a cada três anos para renovação do documento. Diversas contabilidades online oferecem este documento de forma gratuita.

Veja a seguir mais detalhes sobre cada regime tributário.

Simples Nacional

O Simples Nacional unifica os impostos (IRPJ, CSLL, PIS/Pasep, COFINS, CPP, ISS e ICMS) em uma única guia mensal, o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional).

A alíquota do Simples Nacional varia conforme a atividade da empresa e o faturamento anual. De um modo geral, muitos profissionais pagam entre 6% e 15% ao longo do tempo.

O Simples Nacional é composto por cinco anexos, ou seja, tabelas. Cada um dos anexos abrange diferentes tipos de atividades. Todos eles têm a mesma faixa de faturamento, porém, possuem diferentes faixas de alíquotas. São elas:

  • Anexo I (empresas de comércio): alíquotas de 4% a 19%
  • Anexo II (fábricas, indústrias e empresas industriais): alíquotas de 4,5% a 30%;
  • Anexo III (serviços de instalação, treinamento, etc): alíquotas de 6% a 33%;
  • Anexo IV (serviços de limpeza, vigilância, etc): alíquotas de 4,5% a 33%;
  • Anexo V (serviços de auditoria, jornalismo, etc): alíquotas de 15,5% a 30,50%.

Lucro Presumido e Lucro Real

No Lucro Presumido, os principais tributos pagos são:

  • IRPJ (com base em uma margem de lucro presumida);
  • CSLL (com base em uma margem de lucro presumida);
  • PIS;
  • COFINS;
  • ISS ou ICMS (dependendo da atividade).

Já no Lucro Real, os impostos são os mesmos que o Lucro Presumido. Porém, o IRPJ e a CSLL são calculados sobre o lucro real da empresa, o que exige uma contabilidade completa e detalhada.

Descubra mais sobre esse regime tributário com o artigo “O que é Lucro Real? Entenda essa tributação e como calcular”.

Exemplo prático da diferença de tributação entre Simples Nacional e Lucro Presumido:

No Brasil, uma empresa que fatura R$10 mil por mês e está enquadrada no Anexo III do Simples Nacional, recolhe de impostos um percentual de 6%, totalizando um DAS de R$600,00

Agora, se esta mesma empresa passa a ser do regime tributário do Lucro Presumido, ela passa a recolher um total de impostos de R$1.633,00 sobre este mesmo faturamento, sendo:

  • PIS (Mensal): R$65,00;
  • COFINS (Mensal): R$300,00;
  • ISS (Mensal): R$500,00;
  • IRPJ (Trimestral): R$480,00;
  • CSLL (Trimestral): R$288,00.

Vale reforçar que tanto o IRPJ quanto o CSLL são impostos trimestrais. Com isso, eles passam a ser apurados após o fechamento do trimestre e as guias para pagamento são geradas no mês seguinte. 

Então, se a empresa fatura este valor em janeiro/2026, mas em fevereiro/2026 e março/2026 ela não fatura, em abril/2026 estes dois impostos serão recolhidos sobre o faturamento obtido em janeiro/2026.

Importante: com a publicação da Lei Complementar nº224, sancionada no fim 2025, há mudanças no Lucro Presumido a partir de 1º de janeiro de 2026, como o aumento da base de cálculo para empresas com faturamento maior que R$5 milhões por ano e a restrição de isenções de PIS e COFINS. Saiba mais detalhes neste artigo: “Lucro Presumido: o que é, alíquotas e tabela de impostos”.

Como pagar menos impostos como PJ?

Para pagar menos impostos como PJ, você deve colocar na sua rotina algumas boas práticas, como: 

  1. Escolher o regime tributário adequado, sendo eles: Simples Nacional, Lucro Real ou Lucro Presumido;
  2. Escolher o código CNAE (atividade econômica) adequado para empresa;
  3. Desenvolver um planejamento tributário adequado (usando o Fator-R, por exemplo);
  4. Não sonegar impostos e fazer a tributação correta;
  5. Criar processos que te ajudem a evitar atrasos no pagamento de impostos;
  6. Acompanhar o calendário tributário e fiscal com cuidado.

Além de pagar menos impostos, essas dicas também permitem que você atue sempre de forma correta e dentro da lei. Isso garante sua segurança como pessoa jurídica e de quem vai contratá-lo.

1. Escolher o regime tributário adequado, sendo eles: Simples Nacional, Lucro Real ou Lucro Presumido

Quando você decide trabalhar como PJ, precisa escolher o regime tributário mais adequado para sua empresa. A escolha do regime tributário adequado é fundamental para pagar menos impostos e manter o CNPJ em dia, reduzindo o custo PJ.

Regime tributário é o conjunto de regras que define como será o cálculo e o recolhimento dos impostos, sendo eles: Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real. O mais comum entre eles é o Simples Nacional, que oferece alíquotas menores de impostos e reúne todos os tributos em uma única guia de pagamento, o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional).

2. Escolher o código CNAE (atividade econômica) adequado para empresa

Outra forma de pagar menos impostos é por meio da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE). Ou seja, as atividades da sua empresa.

Escolher o código CNAE correto para a atividade da empresa é essencial para pagar apenas o valor devido de impostos e evitar problemas como irregularidades e autuações da Receita Federal, multas, juros e até o bloqueio do CNPJ.

3. Desenvolver um planejamento tributário adequado (usando o Fator-R, por exemplo)

O planejamento tributário é uma espécie de lista com todas as suas obrigações fiscais. Ela auxilia a calcular os impostos PJ e se os tributos em questão são variáveis ao longo do ano. 

Uma forma de usar o planejamento tributário a seu favor é com o Fator-R, por exemplo.  O Fator-R é um cálculo que tem o intuito de determinar qual é a faixa de tributação de uma empresa do Simples Nacional para atividades sujeitas ao Anexo V. Dessa forma, é possível enquadrar atividades do Anexo V no Anexo III, reduzindo o imposto PJ. 

"O Fator-R é uma das otimizações tributárias mais impactantes para prestadores de serviço intelectuais/regulamentados no Simples Nacional. Por meio dele, vemos mensalmente profissionais que poderiam reduzir em média 9% da sua tributação. Isso é resultado de um planejamento que ajusta a relação entre faturamento e pró-labore. Não é um truque, é a aplicação inteligente da lei para garantir que o PJ pague o menor imposto possível — e essa economia mensal faz uma enorme diferença no fluxo de caixa, na estratégia e resultado final do ano."

Maynara Sampaio

Maynara Sampaio

Analista Contábil Sênior

Para fazer o cálculo do Fator-R, é necessário usar a seguinte fórmula:

Fator R = Folha de pagamento dos últimos 12 meses ÷ Receita bruta dos últimos 12 meses

O resultado desse cálculo determinará em qual Anexo do Simples Nacional a empresa será tributada. Ou seja: se o resultado do Fator R for igual ou maior que 28%, a empresa será tributada pelo Anexo III. Caso o resultado seja menor do que 28%, a empresa será tributada pelo Anexo V

4. Não sonegar impostos e fazer a tributação correta

Um dos erros mais comuns de quem quer pagar menos impostos sendo Pessoa Jurídica está na famosa sonegação de impostos.

É importante esclarecer que a sonegação não ocorre apenas quando se deixa de pagar os impostos, seja por distração ou falta de conhecimento. A sonegação também pode ocorrer por escolher atividade diferente no momento da abertura da empresa só para pagar menos tributos, por omitir faturamento de um cliente que não pediu nota fiscal, etc. 

"Atualmente, a tecnologia da Receita Federal consegue cruzar muitos dados, então ficou mais improvável sair ileso ao sonegar. Vemos que os próprios profissionais que atuam como PJ já perceberam isso e, unido à potencial redução tributária em comparação com a pessoa física, estão preferindo fazer tudo corretamente desde o início. O resultado desse movimento, segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação, que mostrou uma queda nos autos de infrações aplicadas, é que os profissionais estão buscando cada vez mais a formalização e entrega correta das suas obrigações."

Maynara Sampaio

Maynara Sampaio

Analista Contábil Sênior

5. Criar processos que te ajudem a evitar atrasos no pagamento de impostos

Mais uma dica simples e valiosa para pagar menos impostos sendo pessoa jurídica é criar uma rotina de processos e um planejamento financeiro que te ajudem a evitar atrasos no pagamento de impostos. 

Assim, você pode ter em vista todos os tributos que precisa recolher mensalmente, além de lembrar de outras obrigações e declarações que precisa entregar para a Receita Federal.

6. Acompanhar o calendário tributário e fiscal com cuidado

Por último, mas não menos importante: esteja sempre atento ao calendário tributário, ou seja, ao calendário de obrigações disponibilizado pelo governo anualmente.

Esse acompanhamento é importante levando em conta que é comum ocorrerem mudanças nas datas de pagamentos, fora a possibilidade de criação de novas obrigações, que podem ser exigidas de você enquanto pessoa jurídica.

Para ficar sempre por dentro das principais datas e obrigações fiscais, leia o artigo “Agenda de obrigações fiscais: saiba calendário 2026”.

Por que contar com ajuda especializada para pagar menos impostos?

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Além de auxiliar nos processos legais, um suporte em gestão contábil é muito útil. Assim você se livra da parte burocrática e ainda garante que todas as obrigações estejam em dia, da maneira correta e enviadas para o Fisco dentro do prazo. Conheça os planos da Contabilizei.

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Escrito por:

Charles Gularte

Contador técnico e responsável na Contabilizei desde 2015. Charles Gularte é sócio-diretor de contabilidade e relações institucionais, responsável técnico da empresa e contador há mais de 20 anos (CRC PR-045113/O-7). Atualmente é líder do maior time de contadores certificados do Brasil, onde garante um modelo operacional escalável e sustentável, que entrega serviço, atendimento e suporte com excelência a mais de 100 mil micros e pequenos empreendedores. Formado em Ciências Contábeis pela FAE Centro Universitário e com MBA em Gestão Empresarial, Administração e Negócios pela FGV, iniciou a carreira em um escritório de contabilidade e seguiu para o mundo corporativo, onde é referência profissional quando se trata de uma rotina contábil segura, transparente e confiável no país.

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