Gestão e Negócios

Conheça 6 Principais Linhas de Crédito para Empresas Pequenas e Médias

Atualizado em 1 set 2020

Nas últimas semanas, empresários e empreendedores de todo o Brasil têm buscado alternativas de empréstimo para superar esse momento de crise. Confira as principais linhas de crédito disponíveis para você tomar a melhor decisão.

Bruna Bill, Analista de Conteúdo na Bcredi.

Você provavelmente já viu diversas notícias sobre as novas linhas de crédito e incentivos financeiros que o governo federal, em conjunto com estados, prefeituras e outras instituições, está liberando nesse momento de crise da COVID-19 em todo o país. Estas linhas de crédito são destinadas a micro, pequenas e médias empresas, além dos MEI, com o objetivo de ajudar os empreendedores a pagarem suas contas, equilibrarem o orçamento e não fecharem as portas de vez.

Neste artigo, selecionamos as principais alternativas de crédito para pequenas e médias empresas, de acordo com cada necessidade. Há linhas específicas para capital de giro, outras para folha de pagamento e ainda para investimento em estrutura e maquinário. No material preparado pelo Sebrae você encontra mais detalhes sobre cada uma. 

Como escolher uma linha de crédito

Uma das primeiras coisas que você deve avaliar na hora de decidir por um empréstimo é a finalidade que dará ao dinheiro. Isso porque algumas linhas de crédito exigem destinação específica, principalmente as que estão ligadas ao pagamento de funcionários ou antecipação de recebíveis. Já outras modalidade possuem uso livre do valor emprestado, que pode ser usado para pagar contas, manter a estrutura e fazer outros investimentos.

Para comparar as diferentes linhas e instituições, critérios mais práticos devem ser avaliados, como o valor mínimo e máximo do empréstimo, qual a carência para início dos pagamentos e qual o prazo de parcelamento. Além disso, entram na conta as taxas de juros, o índice de correção das parcelas, outras taxas que compõem o CET (Custo Efetivo Total) e a necessidade de apresentar uma garantia ou não. 

Confira a seguir as principais alternativas de crédito para pequenas e médias empresas de acordo com a motivação do empréstimo:

Crédito para capital de giro

Essa é sem dúvida uma das principais dores dos empreendedores brasileiros: ter dinheiro em caixa para suportar a operação, o pagamento de pessoal, das contas e dos fornecedores. As linhas de crédito para capital de giro oferecidas pelo Banco do Brasil e pela Caixa, por exemplo, oferecem prazos variáveis de acordo com o setor da empresa, entre 24 a 60 meses e as taxas de juros ficam entre 0,80% e 1,59% ao mês, de acordo com o perfil do empreendedor.

Já as agências de fomento, como a Desenvolve São Paulo e a Fomento Paraná praticam taxas mais atrativas, porém com limites de crédito mais baixos e menos prazo para pagamento. A partir de 0,87% de juros ao mês, é possível fazer um empréstimo em 60 meses em São Paulo. No Paraná, a agência oferece uma taxa de 0,41% ao mês para um crédito de R$ 6 mil. 

Antecipação de recebíveis

Essa é uma opção para quem precisa antecipar valores que tem a receber para poder arcar com as contas de curto prazo. Essa modalidade permite ao empreendedor se comprometer apenas com o valor que espera receber, sem criar uma nova dívida. As cooperativas do sistema Sicredi oferecem essa linha de crédito para empresas associadas com taxas de 1,3% ao mês, sem carência. 

As empresas operadoras de máquinas de cartão também possibilitam esse tipo de antecipação a seus clientes, também com descontos ou mesmo zerando a taxa cobrada. Os bancos privados fazem esse crédito para correntistas, avaliando o valor necessário e as condições caso a caso. Para que o valor seja suficiente, é preciso ter um fluxo de caixa bastante organizado, assim, o planejamento de longo prazo não será comprometido. 

Linhas especiais do BNDES

O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social tem como foco ajudar pequenas e médias empresas e repassa valores liberados pelo governo federal. Esse repasse é feito em parceria com bancos privados e também com fintechs. O BNDES lançou 3 grandes frentes de ajuda aos empresários: o crédito para folha de pagamento, a suspensão de pagamentos e o crédito para pequenas e médias empresas. 

Na opção de crédito para folha de pagamento, é possível financiar até 2 meses dos seus gastos com pessoal e, em contrapartida, os empregos deverão ser mantidos. A suspensão de pagamentos vale para créditos já correntes com o BNDES e prevê o adiamento da amortização por até seis meses. Já o crédito para pequenas e médias empresas tem foco em capital de giro e oferece juros de, em média, 15% ao ano. 

Empréstimos de uso livre

As modalidades de crédito com garantia são muito mais baratas que os empréstimos pessoais e empresariais, pois têm uma taxa de juros mais baixa e prazo alongado de pagamento, o que resulta em parcelas menores. Outra vantagem é que muitas vezes o uso do dinheiro é livre, podendo ser direcionado a diversas ações dentro da empresa, como pagamento de contas, pessoal ou investimentos. 

O empréstimo com garantia de imóvel, oferecido pela Bcredi, fintech especialista em crédito imobiliário, oferece mais flexibilidade nesse tipo de operação, seja na composição da garantia ou na comprovação de renda. Os juros começam em 0,99% ao mês com até 180 meses para pagar. Também é possível apresentar um automóvel como garantia, mas é importante comparar os valores oferecidos, as taxas de juros e as condições de contratação.

Microcrédito

Esse termo se refere aos empréstimos de baixos valores, com prazo de pagamento mais curto e juros também mais baixos. Destinados a pequenos empreendedores, MEIs e também para informais, é considerada uma modalidade de incentivo e o dinheiro deve ser necessariamente investido na empresa. 

Durante a crise, diversas empresas já passaram a oferecer essa modalidade de crédito para seus clientes, seja pela forma de empréstimo, antecipações ou descontos. Agências de fomento, o BNDES e outros bancos também oferecem esse tipo de empréstimo, com taxa de juros máxima de 4% ao mês. 

Cooperativas

Atualmente o Brasil vem criando um ecossistema crescente de cooperativas de crédito, que são instituições financeiras que possuem uma linha de atuação mais colaborativa, com a valorização da participação de associado. O conceito de lucro é substituído pelas sobras, que são rateadas a cada final de exercício. Já existem mais de 900 cooperativas de crédito no Brasil, como Sicredi, Unicred e Sicoob

Os empréstimos nas cooperativas são direcionados aos associados e podem oferecer condições especiais, como a não cobrança de taxas de serviço. As modalidades são várias, desde o capital de giro até o microcrédito. Como possuem foco de atuação regional, tornam o crédito mais acessível em cidades menores, gerando impacto econômico e social. 

Planejamento para superar a crise

Com o cenário atual de falta de liquidez no mercado, as possibilidades de crédito estão se multiplicando, com o objetivo de levar alternativas para que empresários de todos os tamanhos e segmentos possam superar a crise. Para entender qual será a mais adequada ao seu cenário, é preciso avaliar o momento atual da sua empresa, o seu fluxo de caixa, além de rever no detalhe o seu planejamento financeiro para este período e entender quais adaptações são prioritárias.

Além disso, encarar o crédito como uma forma de superar esse momento, e não como uma nova dívida, permitirá a injeção de mais dinheiro no mercado, tornando possível manter empresas, trabalhos e sanar em menor prazo as consequências da queda no consumo. Conte com boas informações e bons parceiros para analisar oportunidades e tomar a melhor decisão.

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Autor convidado pela Contabilizei

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