Como transformar salário CLT em PJ?
Neste artigo você vai ver:
- Como transformar salário CLT em PJ?
- Como chegar a um valor justo de remuneração de CLT para PJ?
- O que é trabalhar em regime PJ?
- Quais as diferenças entre regime PJ e CLT?
- Por que PJ ganha mais?
- O que preciso para ser um PJ?
- É possível ser CLT e PJ ao mesmo tempo?
- Como organizar as finanças e não misturar gastos CNPJ com gastos pessoais?
- Vale a pena ser PJ em 2026 com as mudanças no Imposto de Renda?
Para transformar salário CLT em PJ, você precisa considerar tudo o que deixaria de receber com carteira assinada, como férias, 13º salário, FGTS e INSS, e também os custos para manter um CNPJ, como impostos, contador e pró-labore.
Entender como converter salário CLT em PJ é, na prática, usar o valor total que seria pago com carteira assinada como base para calcular quanto cobrar como pessoa jurídica. Esse cálculo ajuda a manter o mesmo nível de renda, já considerando os direitos que você deixa de receber como CLT.
Neste artigo você vai ver:
- Como transformar salário CLT em PJ?
- Como chegar a um valor justo de remuneração de CLT para PJ?
- O que é trabalhar em regime PJ?
- Quais as diferenças entre regime PJ e CLT?
- Por que PJ ganha mais?
- O que preciso para ser um PJ?
- É possível ser CLT e PJ ao mesmo tempo?
- Como organizar as finanças e não misturar gastos CNPJ com gastos pessoais?
- Vale a pena ser PJ em 2026 com as mudanças no Imposto de Renda?
O modelo de contrato PJ pode ser vantajoso para os dois lados. Para a empresa, há menos burocracia e custos, já que não precisa pagar encargos como FGTS e outros benefícios previstos na CLT.
Já o profissional que atua como PJ tem a autonomia para prestar serviços para mais de uma empresa simultaneamente, o que pode elevar o faturamento.
Porém, vale ressaltar que essa contratação entre empresas não pode configurar pejotização, ou seja, manter vínculo empregatício por meio de um contrato PJ, visando reduzir os encargos pagos com empregados. Essa prática é considerada crime, visto que reduz os direitos do funcionário e beneficia a empresa contratante financeiramente.
Assim, a contratação entre empresas deve ocorrer sem vínculo empregatício, desde que não haja habitualidade, onerosidade, pessoalidade e, principalmente, subordinação.
Por isso, entender como transformar salário CLT em PJ é essencial para garantir que o profissional receba um valor justo, compatível caso fosse atuar por carteira assinada.
Importante: em novembro de 2025, foi sancionada a Lei nº15.270, conhecida como Reforma da Renda, que determina a isenção do Imposto de Renda Pessoa Física para rendimentos de até R$5 mil por mês. Com isso, a partir de 1º de janeiro de 2026, a faixa de isenção desse imposto será ampliada. Além disso, a lei também alterou as regras de isenção para a distribuição de lucros e dividendos e criou novos impostos.
Com essas mudanças, a análise entre atuar como CLT ou PJ passou a exigir ainda mais atenção. Continue a leitura e entenda mais.
Vai atuar como prestador de serviços PJ? Confira a trilha de conteúdos preparados pela Contabilizei com tudo o que você precisa saber para abrir uma empresa. Acesse aqui!
Como transformar salário CLT em PJ?
Para transformar salário CLT em PJ, é preciso usar o valor que seria pago a um profissional CLT como base para calcular o quanto cobrar como PJ.
Lembre-se que não basta apenas considerar a mesma remuneração de um profissional do regime CLT como pagamento para a pessoa jurídica, já que os trabalhadores CLT têm direitos e benefícios garantidos por lei.
Por isso, considerar apenas o valor do salário mensal de um CLT deixaria o prestador de serviços PJ no prejuízo.
Vale lembrar: a partir de 2026, trabalhadores CLT com rendimentos mensais de até R$5 mil passam a ser totalmente isentos de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF). Para rendas entre R$5.000,01 e R$7.350, aplica-se um desconto gradual, e acima desse valor permanecem as alíquotas progressivas previstas na tabela do Imposto de Renda, além do desconto do INSS.
Saiba mais neste artigo: “Isenção do Imposto de Renda até 5 mil: o que muda para o profissional CLT e demais pessoas físicas?”.
Veja a seguir a comparação entre o salário CLT e PJ, já considerando as mudanças estabelecidas pela Reforma da Renda:
| Etapa | CLT | PJ |
| Salário bruto / pró-labore | R$6.000,00 | R$6.000,00 |
| INSS descontado (11%) | R$649,60 | R$660,00 |
| Deduções INSS | R$649,60 (dedução legal) | R$660,00 (dedução legal) |
| Base de cálculo IRPF | R$5.350,40 | R$5.340,00 |
| Parcela a deduzir do IR | R$908,73 | R$660,00 |
| IR bruto (27,5%) | R$562,63 | R$559,77 |
| Desconto Nova lei nº15.270-2025 | R$R$ 179,75 Desconto = 978,62 – (0,133145 × salário) | R$179,75 Desconto = 978,62 – (0,133145 × salário) |
| IR final | R$562,63 – R$179,75 = R$382,88 | R$559,77 – R$179,75 = R$380,02 |
| Total de descontos (INSS + IR) | R$1.032,48 | R$1.040,02 |
| Salário / Pró-labore líquido | R$4.967,52 | R$4.959,98 |
| Economia mensal considerando a reforma da Renda | R$179,75 | R$179,75 |
| Economia anualconsiderando a reforma da Renda | R$2.157,00 | R$2.157,00 |
Aqui, é preciso destacar que os recolhimentos legais de uma pessoa jurídica podem variar ao converter salário CLT para PJ, dependendo do porte da empresa, o regime tributário escolhido, entre outros fatores.
Também vale lembrar que, atuando como PJ, o profissional terá outras despesas a serem pagas, como honorários contábeis e taxas municipais. Além disso, não terá direito a benefícios como férias remuneradas e 13º salário. Por isso, é essencial avaliar todo o cenário antes de tomar qualquer decisão.
Para fazer esse cálculo de forma simples, prática e rápida, use a Calculadora Salário CLT x PJ da Contabilizei!
A Reforma da Renda também trouxe mudanças relevantes no modelo PJ. O Imposto de Renda incide sobre o pró-labore do sócio, seguindo a tabela progressiva. Assim, pró-labores de até R$5 mil também estarão isentos de IRPF e os pró-labores entre R$5.000,01 e R$7.350,00 terão um desconto gradual desse imposto.
Já a distribuição de lucros e dividendos, pagos mensalmente acima de R$50 mil por uma mesma empresa para a mesma pessoa física passam, a ter retenção de 10% de Imposto de Renda na fonte sobre o valor total distribuído.
Saiba mais neste artigo: “Isenção de Imposto de Renda até 5 mil: o que muda para o profissional PJ e quem declara dividendos?”.
Como chegar a um valor justo de remuneração de CLT para PJ?
Uma maneira de chegar a um valor justo de remuneração de CLT para PJ é acrescentar um percentual sobre o salário que está servindo como base. Por exemplo: 30%, 50%, entre outros.
Esse percentual adicional serve para compensar benefícios que o PJ não recebe automaticamente. Um exemplo é o cálculo proporcional de férias remuneradas:
- Divida o valor mensal por 12 (meses);
- Some 1/3 sobre essa média mensal.
Isso representa o adicional de férias que um CLT teria direito.
Esse percentual também pode levar em consideração outros benefícios, como 13º salário, fundo de garantia, vale-refeição, auxílio-transporte, entre outros.
Além disso, no momento de definir o valor a ser cobrado pelos seus serviços, também é preciso considerar as características e as necessidades da empresa, como custos com impostos, honorários de contabilidade, despesas com a operação, empregados, entre outros.
Essas despesas interferem no faturamento líquido que você terá ao fim de cada mês e, por isso, também precisam entrar na conta de como transformar salário CLT em PJ.
Também é necessário levar em consideração o pró-labore, que é o “salário” do sócio. Com as novas regras do Imposto de Renda, definir corretamente o valor do pró-labore se tornou ainda mais estratégico, uma vez que um valor bem planejado pode aproveitar faixas de isenção ou alíquotas menores.
Se está na dúvida do que fazer, consultar uma contabilidade de confiança, como a Contabilizei, te ajuda a tomar a melhor decisão para o seu negócio!
CLT ou PJ, O que é melhor? – Contabilizei Explica
O que é trabalhar em regime PJ?
Trabalhar em regime PJ significa firmar um contrato de prestação de serviços com outra empresa. Em outras palavras, trata-se de duas pessoas jurídicas que estabelecem uma relação comercial entre si.
Isso significa que, para trabalhar como prestador de serviço PJ, é preciso ter o seu próprio CNPJ. Ou seja, você deve abrir empresa, o que inclui etapas como:
- Definir qual será o seu modelo de negócio;
- Escolher que tipo de empresa será aberta. Por exemplo: MEI (Microempreendedor Individual), ME (Microempresa), EPP (Empresa de Pequeno Porte);
- Definir qual será a natureza jurídica da empresa. Por exemplo: SLU (Sociedade Limitada Unipessoal), LTDA (Sociedade Limitada), entre outros;
- Escolher o código CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas), ou seja, as atividades da empresa;
- Definir o regime tributário mais vantajoso para o negócio. As opções são: Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real.
A boa notícia é que você pode fazer tudo isso com a ajuda de um contador online, sem nem precisar sair de casa ou de seu escritório.
"Ao virar PJ, você descobre que não basta trabalhar bem, também é preciso entender o impacto financeiro por trás do seu serviço. Com uma contabilidade de confiança, você deixa de andar no escuro e passa a tomar decisões com clareza e controle."
Com o plano Contabilizei Experts, você conta com atendimento de um assessor especialista no seu segmento. Além de te ajudar em todo o processo de abertura do CNPJ, o assessor especialista cuida da sua contabilidade e ainda dá suporte na gestão da sua empresa. Fale com um dos nossos especialistas e saiba mais!
Quais as diferenças entre regime PJ e CLT?
As principais diferenças entre o regime PJ e CLT são:
- Vínculo empregatício: no regime CLT, existe um contrato formal que cria um vínculo entre você e a empresa, garantindo direitos e impondo deveres definidos pela lei trabalhista. Já no regime PJ, esse vínculo não existe — ou seja, você é contratado como prestador de serviços e funciona, na prática, como uma “empresa de uma pessoa só”.
- Direitos trabalhistas: como CLT, você tem uma série de benefícios garantidos por lei, como férias remuneradas, 13º salário, FGTS, seguro-desemprego, licença-maternidade ou paternidade, entre outros. No PJ, esses direitos não são assegurados e qualquer benefício precisa ser negociado diretamente com o contratante.
- Carga horária e autonomia: quem é CLT geralmente cumpre um horário fixo e segue as orientações e hierarquia da empresa. Já o PJ tem mais liberdade para definir seus horários, organizar sua rotina e, em alguns casos, escolher de onde vai trabalhar. Tudo isso depende do que foi acordado no contrato.
- Renda líquida: no regime CLT, o salário vem com descontos de INSS e Imposto de Renda, o que reduz o valor líquido. No PJ, o valor recebido costuma ser maior, já que você negocia diretamente seus honorários. Porém, é preciso reservar parte desse dinheiro para pagar impostos e custos relacionados ao trabalho.
- Responsabilidade pelos encargos: como CLT, é o empregador que cuida do recolhimento dos impostos e encargos trabalhistas. No PJ, essa responsabilidade é totalmente sua. Por isso, é preciso emitir notas fiscais e pagar tributos como o INSS ou o DAS, no caso de MEI, além de manter as obrigações fiscais em dia.
A seguir, veja mais detalhes dessas duas formas de trabalhar.
1. CLT
A CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) é o regime jurídico que regula a relação entre empregadores e empregados com carteira assinada no Brasil. Ela garante uma série de direitos trabalhistas obrigatórios, como:
- Remuneração mínima a ser paga aos profissionais (salário mínimo);
- Férias anuais remuneradas;
- Décimo terceiro salário;
- Descanso semanal;
- Recolhimento da previdência social.
No regime CLT, o salário bruto sofre descontos obrigatórios, como o INSS e o Imposto de Renda (IRRF). Além disso, benefícios como vale-transporte (6%) e vale-refeição (até 20%) podem ser parcialmente descontados, conforme a política da empresa. Por isso, o valor final recebido (o salário líquido) costuma ser menor que o salário bruto.
Além disso, a CLT também define a regulamentação dos sindicatos, que são órgãos que visam proteger os trabalhadores de abusos por parte dos contratantes.
Com a modernização e flexibilização dessa lei, ela também passou a englobar definições sobre trabalho remoto, trabalho autônomo e jornada de trabalho intermitente.
É preciso destacar que, ao trabalhar sob esse regime, o empregado deve cumprir e seguir as normas e regras da empresa. Isso quer dizer, cumprir carga horária, trabalhar nos dias e horários determinados, somente folgar e/ou sair de férias quando permitido pelo empregador, entre outros fatores.
No regime CLT, caso um empregado seja demitido (sem justa causa), ele tem direito à indenização, saque do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e pagamento das verbas vencidas e/ou proporcionais, como férias e 13º salário.
Saiba mais neste vídeo preparado pelos nossos especialistas.
2. PJ
Trabalhar como PJ significa que você será dono da sua própria empresa. Para isso, é necessário abrir um CNPJ, que é o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica.
Na prática, isso significa que o profissional estará prestando serviços a outra empresa, mas não terá um vínculo empregatício como um profissional do regime CLT.
Por exemplo: ao trabalhar como PJ, não é necessário cumprir carga horária estabelecida pela empresa contratante, tampouco ser subordinado a ela.
Todas as regras a serem seguidas durante uma contratação PJ devem ser estabelecidas em um Contrato de Prestação de Serviços.
Nesse documento estarão firmados acordos como o tempo de prestação de serviço, meios de entrega do que está sendo contratado, forma de pagamento, remuneração, entre outros.
Entenda aqui como funciona o salário PJ.
Entre as vantagens de ser PJ, estão:
- Autonomia para definir sua própria rotina de trabalho, como horários, local de onde irá trabalhar, etc;
- Possibilidade de firmar contrato com mais de uma empresa ao mesmo tempo, elevando o faturamento;
- Possibilidade de redução de impostos, dependendo de fatores como: a atividade da empresa, regime tributário, entre outros;
Ambos os regimes têm prós e contras. Enquanto a CLT oferece mais segurança e benefícios fixos, o modelo PJ garante liberdade, autonomia e, em muitos casos, maior retorno financeiro. A escolha ideal depende do seu perfil profissional, objetivos de carreira e planejamento financeiro.
Por isso, é importante entender como transformar salário CLT em PJ. Assim, o profissional pode avaliar de forma mais completa qual regime é mais adequado e vantajoso para o seu trabalho, além de entender se vale a pena trocar CLT por PJ.
Leia também: CLT ou PJ: o que compensa mais?
Por que PJ ganha mais?
De modo geral, o PJ ganha mais que o CLT porque ele tem liberdade de definir o valor dos seus serviços, acordando diretamente com o contratante quanto deseja receber por eles.
Outra razão pela qual o PJ costuma ganhar mais que o CLT é que, por não ter vínculo empregatício, a pessoa jurídica pode trabalhar para várias empresas e pessoas físicas ao mesmo tempo, aumentando o seu faturamento mensal e anual.
O que preciso para ser um PJ?
Para ser um PJ é preciso abrir empresa, ou seja, obter um CNPJ.
Confira todos os detalhes no nosso artigo “Como abrir uma empresa: o passo a passo completo”!
É possível ser CLT e PJ ao mesmo tempo?
Sim, é possível ser CLT e PJ ao mesmo tempo, desde que não seja na mesma empresa. No entanto, é importante considerar alguns fatores legais antes de seguir nesse caminho.
É necessário analisar o contrato de trabalho porque, dependendo da atividade exercida, o empregador pode vetar a participação dos seus colaboradores em outras companhias, sob o risco de demissão por justa causa.
O mesmo vale se houver descumprimento do artigo 482, alínea “c” da CLT, que diz:
“Art. 482 – Constituem justa causa para rescisão do contrato de trabalho pelo empregador:
c) negociação habitual por conta própria ou alheia sem permissão do empregador, e quando constituir ato de concorrência à empresa para a qual trabalha o empregado, ou for prejudicial ao serviço”.
Em outras palavras, isso quer dizer que o colaborador não pode prestar serviços como autônomo e/ou abrir uma empresa que seja concorrente a que trabalha como CLT.
Vale destacar também que servidores públicos não podem ter participação em empresas privadas, conforme determina a lei 8.112/90:
“Art. 117. Ao servidor é proibido:
X – participar de gerência ou administração de sociedade privada, personificada ou não personificada, exercer o comércio, exceto na qualidade de acionista, cotista ou comanditário”.
Importante: com a Reforma da Renda, o profissional que atua simultaneamente como CLT e PJ deve se atentar à soma dos rendimentos de pessoa física (considerando recebimento de salário e retiradas de pró-labore e lucros). Caso o total anual ultrapasse R$600 mil, haverá incidência do Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM), aplicado na declaração anual, com alíquota progressiva de até 10%.
Como organizar as finanças e não misturar gastos CNPJ com gastos pessoais?
Agora que você já sabe como transformar o salário CLT em PJ, é hora de se atentar a um ponto crucial para o sucesso da sua jornada como pessoa jurídica: organizar as finanças e não misturar o dinheiro do CNPJ com o seu pessoal.
Manter a saúde financeira do seu negócio começa com uma regra básica: nunca misture suas contas pessoais com as da empresa.
Fazer essa separação permite que você:
- Enxergue claramente o lucro real do seu negócio;
- Saiba quanto precisa manter no caixa para despesas fixas;
- Defina com segurança o valor que pode retirar como pró-labore ou distribuição de lucros.
Por isso, abrir uma conta digital PJ é uma das melhores e mais indicadas maneiras de organizar as suas finanças. Você sabia que a Contabilizei ajuda você tanto na abertura do seu CNPJ quanto a ter uma conta digital para pessoa jurídica?
A Conta Digital Contabilizei é gratuita e integrada com a contabilidade da sua empresa. Sem cobrança de taxas recorrentes e mensalidades, você terá uma conta internacional que permite até o recebimento de pagamentos em dólar, um cartão virtual para compras no Brasil e no exterior, além de muitos outros benefícios.
Fale com um dos nossos especialistas e confira como abrir empresa com uma conta digital integrada!
Vale a pena ser PJ em 2026 com as mudanças no Imposto de Renda?
A resposta é sim, mas é necessário adaptar algumas estratégias. Com a chegada da Lei nº15.270/2025, conhecida como Reforma da Renda, o Imposto de Renda Pessoa Física passa por mudanças significativas.
A principal alteração é a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$5 mil por mês. A lei também mudou as regras de tributação de rendimentos como pró-labore, lucros e dividendos.
Na prática, todas essas mudanças podem impactar diretamente a carga tributária dos profissionais que atuam como PJ. Por isso, é necessário se planejar de forma estratégica, equilibrando a retirada de pró-labore e distribuição de lucros para otimizar os impostos e pagar apenas o necessário.
A boa notícia é que, com uma gestão estratégica e o apoio de uma contabilidade especializada, continuar sendo PJ pode ser ainda mais vantajoso. Entenda a seguir os principais pontos que impactam quem é PJ.
- Dividendos continuam isentos até R$50 mil por mês: a isenção do Imposto de Renda sobre dividendos foi mantida para retiradas de até R$50 mil por mês, de uma mesma empresa para a mesma pessoa física. Valores acima disso sofrem retenção de 10% sobre o total distribuído. Ou seja, na prática, a distribuição de lucros e dividendos continuará isenta para a grande maioria dos PJs, desde que mantenham retiradas compatíveis com a realidade do mercado e menores do que o teto de R$50 mil por mês.
- Pró-labore mais eficiente: a faixa de isenção do IRPF sobre o pró-labore subiu para até R$5.000 mensais. Assim, é possível aumentar o pró-labore, melhorar a cobertura previdenciária e sem pagar IRPF nesse valor. Mas lembre-se: as regras do INSS permanecem as mesmas, então o aumento do pró-labore pode causar o aumento da contribuição previdenciária. Nesse caso, o recomendado é analisar com o apoio de um contador quais são as opções mais vantajosas para você.
- Tributação para altas rendas: os profissionais que tiverem rendimentos anuais acima de R$600 mil (somando pró-labore, lucros e outras fontes) estarão sujeitos ao Imposto de Renda Pessoa Física Mínimo (IRPFM), com alíquota progressiva de até 10%. Por isso, o planejamento entre pró-labore e dividendos é ainda mais essencial para rendas elevadas.
Entenda mais detalhes sobre essas mudanças no artigo “Isenção de Imposto de Renda até 5 mil: o que muda para o profissional PJ e quem declara dividendos?”.
É importante ressaltar que a Reforma da Renda não elimina as vantagens do modelo PJ, mas exige gestão ativa, equilíbrio entre pró-labore e dividendos e cada vez mais o apoio de uma contabilidade especializada.
A Contabilizei já está preparada para as novas regras. Estamos atualizando processos, sistemas e simuladores para garantir que seu negócio esteja protegido, em conformidade e pagando apenas os impostos necessários. Em casos de dúvidas, conheça a nossa assessoria contábil gratuita e fale com um dos nossos especialistas!
Posts Relacionados
Desconto PJ: quanto você receberia a mais se fosse PJ?
O valor do desconto PJ, ou seja, os impostos e custos que incidem sobre o profissional Pessoa Jurídica, varia conforme...
CLT ou PJ: qual vale mais a pena? Descubra a diferença
Quais as diferenças entre CLT e PJ? O que muda para os dois lados? Qual o maior benefíco em ser PJ? São perguntas essenciais para entender qual modelo é melhor para você e as respostas estão aqui!
Como ser PJ? Veja como é trabalhar como PJ e se tornar uma Pessoa Jurídica
O mercado de tecnologia é cheio de oportunidades para trabalhar como prestador de serviço. Saiba mais sobre o assunto aqui!
Mural de recursos para o empreendedor
-
Categorias do Blog
-
Categorias por atividade
-
Está abrindo sua empresa?
-
Portes de empresa
-
Natureza Jurídica
-
Regimes de tributação
-
Tudo sobre CNAE
-
Simples Nacional
-
MEI
-
Autônomos
-
Dúvidas entre ser CLT ou PJ?
-
Universo da Contabilidade


Escrito por:
Charles Gularte
Contador técnico e responsável na Contabilizei desde 2015. Charles Gularte é sócio-diretor de contabilidade e relações institucionais, responsável técnico da empresa e contador há mais de 20 anos (CRC PR-045113/O-7). Atualmente é líder do maior time de contadores certificados do Brasil, onde garante um modelo operacional escalável e sustentável, que entrega serviço, atendimento e suporte com excelência a mais de 100 mil micros e pequenos empreendedores. Formado em Ciências Contábeis pela FAE Centro Universitário e com MBA em Gestão Empresarial, Administração e Negócios pela FGV, iniciou a carreira em um escritório de contabilidade e seguiu para o mundo corporativo, onde é referência profissional quando se trata de uma rotina contábil segura, transparente e confiável no país.