Logística para pequenos e micro vendedores: vendas online e entregas

| Atualizado em 22/07/21 | 12 minutos de leitura

Sabemos que comprar online é a solução para muitos negócios, facilitando o processo com os canais digitais, as pequenas e médias empresas têm um potencial no comércio eletrônico para ampliar as vendas e ter clientes de vários estados.

Existem marketplaces que são indicados para facilitar esse processo de compra, venda e entrega de produtos, como também oferecem vantagens para vender mais. E para isso você precisa ter um CNPJ aberto e regularizado, assim como pensar na logística de entrega.

Marketplace ou e-commerce?

O e-commerce nada mais é do que qualquer tipo de venda que é feita por meio da internet. O principal meio para comercialização de mercadorias e serviços é a criação de uma loja virtual, na qual não há um intermediário para transação. Ou seja, toda negociação é feita entre o vendedor e o comprador.

Já o marketplace, assim como o e-commerce, é um ambiente virtual de venda de produtos. Porém, existe uma diferença entre ambas as plataformas.

A principal diferença entre as plataformas está no número de vendedores, já que no marketplace diferentes fornecedores podem vender no mesmo local.

No marketplace, será cobrada uma taxa para cada venda concretizada. Essa é a forma que a empresa que gerencia o marketplace lucra.

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Qual das duas escolher?

A melhor maneira de entrar no e-commerce é começar vendendo em marketplaces, minimizando os seus custos e riscos, consequentemente.

A Loja Virtual é o segundo passo. A partir do momento em que for construindo sua audiência, lista de clientes e tiver certeza de que os seus produtos terão demanda, é hora de dar esse passo à frente.

Só depois de ter seu negócio validado (após vender em marketplaces com consistência), vale a pena investir em uma loja virtual. E, mesmo depois de ter seu site, isso não significa que não deva continuar usando os marketplaces.

Eles sempre serão fontes de tráfego, clientes e vendas que nenhum empresário de sucesso pode ignorar.

Logística: qual a melhor entrega?

As modalidades mais comuns ou tradicionais são o uso dos correios e das transportadoras, mas estrategicamente essas formas não atendem às expectativas do novo consumidor, que não quer mais esperar pela disponibilidade dos correios e muito menos arcar com fretes absurdos por um serviço de transportadora.

Nos correios, as opções são:

  • Serviço de envio escolhido (PAC, Sedex etc.);
  • CEP de origem;
  • CEP de destino;
  • Peso da encomenda;
  • Dimensão do pacote;
  • Serviços adicionais (aviso de recebimento, mão própria e declaração de valor).

O Sedex tem valor mais caro, mas suas entregas acontecem da seguinte maneira:

  • Sedex – Entrega em até 5 dias úteis, conforme o endereço de envio e de destino;
  • Sedex 10 – Entrega a encomenda até  às 10 horas do dia útil seguinte ao da postagem;
  • Sedex 12 – Entrega a encomenda até às  12 horas  do dia útil seguinte ao da postagem;
  • Sedex Grandes Formatos – Entrega de encomendas de grandes dimensões;
  • Sedex Hoje – Entrega no mesmo dia da postagem;
  • Sedex Pagamento na Entrega – O pagamento é de responsabilidade do destinatário.

Se a sua empresa deseja contornar essa situação, é preciso apostar em alternativas que respondam ao imediatismo desse consumidor e que sejam econômicas para a organização. Veja duas formas para facilitar a entrega:

  1. Same day delivery

Podemos traduzir same day delivery como entrega no mesmo dia, sendo assim, esse modal obrigatoriamente precisa respeitar o prazo de entrega do produto no mesmo dia que ele foi solicitado pelo consumidor. 

  1. Entrega expressa

Bastante confundida com a Same day delivery, a diferença principal é que enquanto nesse modelo a entrega se dá obrigatoriamente no mesmo dia, na entrega expressa o pedido deve ser entregue até o dia seguinte da compra.

4 tipos de loja virtual

A primeira delas é conhecida como plataforma proprietária, que necessita de uma licença para uso de fonte e é desenvolvida por alguém da área de TI para trabalhar nos processos.

O segundo tipo é a plataforma open source, caracterizada principalmente por ser gratuita e possuir código aberto. 

Já a terceira, conhecida como plataforma licenciada, também requer uma equipe de TI gerindo a licença para uso de código fonte.

O quarto e último tipo é a plataforma paga, chamada de plataforma SaaS (Software as a Service). Um software que inclui vários tipos de serviços em um só lugar a fim de facilitar a vida de quem o contrata. 

1. Plataformas SAAS

Loja Tray

Ela está há 15 anos no mercado e atende lojistas de pequeno e grande porte. Oferece cinco planos pré-estabelecidos, além de um plano corporativo e, além disso, possui integração com marketplaces conhecidos, como é o caso do Mercado Livre.

Loja Integrada

Nesta plataforma, você tem a sua disposição algumas funcionalidades voltadas exclusivamente para negócios pequenos, já que nela você encontra fornecedores e consegue analisar qual é o melhor para o seu negócio, além de elaborar valores para seus produtos de forma competitiva e criar sua estratégia de marketing. É possível gerenciar também o fluxo de caixa da sua loja.

Vale ressaltar ainda que a hospedagem da sua loja virtual fica na nuvem, utiliza os servidores da Amazon e possui uma gestão da Segurança da Informação de qualidade. Além disso, inclui integração com marketplace e redes sociais, layout personalizável e, o principal, conta com uma opção gratuita para teste, por meio da qual é possível vender 50 produtos sem comprar um pacote.

Xtech Commerce

Já a plataforma SaaS Xtech Commerce possui o diferencial de ecossistema de soluções. Sendo assim, através dela você pode melhorar suas vendas a partir de integração de pagamentos, fretes, ERP’s, design, marketing, entre outras funcionalidades que são resolvidas junto com parceiros da plataforma, como a bandeira Elo, o marketplace do Mercado Livre, Melhor Envio, SocialRocket entre outros. 

Nuvemshop

Essa plataforma possui diversas funcionalidades, como gerenciamento de produtos de forma simples e rápida, automatização de vendas com segurança, integração com marketplaces, redes sociais e muitos outros. Tem layout personalizável e é possível encontrar planos a partir de R$ 49,99.

Tendências dos marketplaces

A 3ª Pesquisa Nacional do E-commerce, feita pelo E-commerce Brasil e o Sebrae, coletou a opinião de quase 3 mil lojistas e verificou que 24% deles já anunciam produtos nos marketplaces. Outros 38% pretendem utilizar este canal de venda nos próximos 2 anos. Isso indica que cada vez mais comerciantes têm considerado o uso deste canal de venda.

O mesmo estudo indica que pequenas e médias empresas são maioria neste mercado (90%). Os microempreendedores individuais (MEIs) representam 45% do total de vendedores online.

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Vendas pelo Mercado Livre

O site de varejo mais visitado da América Latina, o Mercado Livre, é uma empresa que oferece diversas soluções para que pessoas e outras empresas possam anunciar, vender e comprar produtos através da internet. Por oferecer ferramentas práticas e uma plataforma bem estruturada, marketplaces como o Mercado Livre tornam o comércio eletrônico mais acessível, principalmente para as micro e pequenas empresas focadas em e-commerce.

No Mercado Livre, as chances de venda são maiores e a audiência do site já está bem definida com bastante divulgação e ótimas campanhas. Segundo dados do Mercado Livre, o marketplace é acessado por 219 milhões de usuários por mês, o que garante visibilidade e maior exposição dos seus produtos.  

A infraestrutura disponível através do Mercado Livre já está pronta para o lojista, desde o marketing de divulgação, suporte técnico até a integração com os Correios, por exemplo. E tudo isso já está incluso na comissão paga à plataforma, além de oferecer menor burocracia para aprovar os pedidos em poucas horas após a criação dos anúncios.

Dentre os produtos mais vendidos da história estão eletrônicos, acessórios, roupas e eletroeletrônicos:

  • Celulares;
  • Smartphones;
  • Acessórios para celulares (capinhas e suportes);
  • Calçados;
  • Roupas;
  • Cartão de memória;
  • Lembrancinhas de festas;
  • Câmeras digitais;
  • Pen drive;
  • Relógios;
  • Cartuchos de tinta.

Empresas que têm  marketplace renomados

Fora o Mercado Livre, um dos mais conhecidos e usados por diversas empresas, são citados dez exemplos de empresas de marketplace que fazem sucesso no Brasil e no exterior:

1. Alibaba 

Abrindo a lista de empresas de marketplace está a gigante chinesa Alibaba, uma companhia que começou pequena, em 1999, conectando, por meio de seu marketplace, fabricantes chineses com compradores estrangeiros. 

2. Amazon

Criada pelo visionário Jeff Bezos, em 1994, a Amazon iniciou seus negócios por meio da venda de livros. Atualmente, a sua atuação é muito maior, tanto que a empresa é uma das maiores representantes de varejo do mundo. 

3. Americanas.com

Junto com o Submarino e o Shoptime, a Americanas.com faz parte do grupo B2W e hoje é uma das maiores empresas de marketplace do Brasil. 

Comercializando tanto seus próprios produtos como atuando com vendas de terceiros, a companhia oferece várias vantagens para os lojistas, como o custo zero de investimento inicial, uma sólida proteção contra fraudes e um tráfego da Internet de cair o queixo, que apresenta cerca de 65 milhões de visitantes por mês. 

4. Airbnb

Considerada uma das maiores empresas de marketplace de serviços do mundo, o Airbnb foi criado em 2008.  Hoje tem um valor de mercado estimado em cerca de 31 bilhões de dólares, conquistando a sua marca de unicórnio (1 bilhão de dólares) apenas quatro anos depois de sua fundação. 

5. Buscapé

Com a proposta inicial de comparar preços, nasceu o Buscapé, em 1999, uma empresa brasileira ousada que, para acompanhar a evolução do mercado e conseguir posição de destaque, se reinventou e, em 2016, tornou-se um marketplace que liga os usuários com as mais variadas mercadorias. 

6. B2W Companhia Digital

Entre as maiores e mais importantes empresas de marketplace do mercado, está a brasileira B2W Companhia Digital. Criada em 2006, esse conglomerado trabalha no segmento de comércio eletrônico e é líder desse segmento na América Latina.  

7. DogHero

Fundada em 2014, a brasileira DogHero é uma das empresas de marketplace que mais cresce atualmente.  

Oferecendo diversos serviços, como dog walker, pet sitter, creche e hospedagem, a DogHero conecta donos de pets com pessoas que podem oferecer os serviços citados.

8. Enjoei

Fundada em 2009, a Enjoei é uma empresa brasileira que comercializa roupas e acessórios usados, conectando vendedores com pessoas que querem adquirir seus produtos. 

Apresentando uma linguagem descolada e design moderno, a Enjoei conta hoje com mais de 7 milhões de pessoas cadastradas em sua plataforma e se prepara também para atuar internacionalmente. 

9. Etsy

Fundada em 2005, a Etsy é uma empresa americana que comercializa produtos feitos à mão e vintage. Esse marketplace une fabricantes com pessoas que buscam por seus produtos. Para isso, o estoque fica a cargo de seus vendedores.

10. Evolutto

A Evolutto é uma empresa que conta com um marketplace diferente dos usuais. Isso porque conecta empreendedores com especialistas preparados à ajudá-los em seus negócios. 

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O que é preciso ter para vender em um marketplace

Para vender, você precisa seguir alguns passos como:

1. Prepare a documentação

O primeiro passo para começar a vender em marketplaces é cadastrar a sua loja nas respectivas plataformas. Para isso, será preciso reunir a documentação necessária. As exigências nesse sentido dependem da empresa escolhida, porém, geralmente são solicitados: 

  • Comprovantes de inscrição na Receita Federal (CNPJ) e nos órgãos municipais e estaduais; 
  • Certidões negativas de débitos tributários, trabalhistas e previdenciários;
  • Declarações sobre o sistema tributário do e-commerce;
  • Contrato social atualizado. 

Ainda em relação a essa parte mais formal, a entrada nos marketplaces exige que os lojistas façam a emissão de nota fiscal e se responsabilizem pela entrega. 

2. Leia os contratos

Os marketplaces funcionam como um shopping center virtual, reunindo diversas lojas que precisam seguir as regras estabelecidas pelo administrador da operação. Fique atento à questão das comissões cobradas, uma vez que esses custos precisam ser contabilizados na precificação dos seus produtos. Na média, as comissões cobradas pelos marketplaces variam de 10% a 30%, dependendo, por exemplo, da categoria de produtos.

3. Siga os padrões estabelecidos

Na organização do seu catálogo de produtos, considere as especificações adotadas em cada marketplace com relação à descrição dos produtos, tamanho das imagens etc. A falta de atenção com esses detalhes pode prejudicar a exibição das suas mercadorias e, dependendo do caso, até determinar a sua exclusão do sistema. 

4. Tenha estratégias específicas

Para aumentar as vendas da loja via marketplace, é essencial definir uma estratégia de atuação para cada canal. 

5. Valorize a sua marca

Uma das vantagens dos marketplaces é a possibilidade de alcançar um público diferente daquele que frequenta a sua loja. Assim, ao efetuar uma venda, certifique-se de oferecer uma boa experiência para aquele cliente.

6. Escolha os parceiros apropriados

Com tantas grandes marcas atuando com marketplaces, é natural que você fique em dúvida sobre qual (ou quais) escolher para colocar os seus produtos. Ao definir os critérios que vão orientar a sua decisão, pense nisso: é importante optar por aqueles que têm relação com o seu negócio.

Escolha a sua logística e amplie suas entregas

Fazer parte de uma plataforma marketplace está longe de ser uma tarefa burocrática. Se você tem uma empresa devidamente formalizada e é capaz de gerenciar seu mix de produtos, estoque, logística de entrega e, principalmente, a relação com seus clientes de forma organizada e eficiente, a tendência é de conquistar bons resultados. E para realizar, você precisa estar com o seu negócio regularizado, para vender e fazer a logística sem dores de cabeça de forma ágil e prática para o cliente.

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Guilherme Soares

Escrito por:

Guilherme Soares

Guilherme é engenheiro formado pela Universidade de São Paulo com mestrado em administração de empresas pela London Business School. Guilherme atuou como consultor de estratégia de negócios na Bain & Company e liderou áreas de estratégia comercial e produtos na Latam Airlines Cargo e Cielo. Iniciou na Contabilizei em 2018.

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